Aplicação de duas edições do Enem ao ano será decisão do próximo ministro, diz Haddad

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Se a próxima gestão do Ministério da Educação (MEC) quiser aplicar duas edições do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) por ano, já existem condições legais para isso. Foi o que explicou nessa quarta-feira (3) o ministro Fernando Haddad.

No ano passado, o MEC iniciou um processo de substituição dos vestibulares tradicionais das universidades públicas pelo Enem. Na época, Haddad defendeu que o exame fosse aplicado duas vezes ao ano para ampliar as chances do aluno. Mas, em função do roubo e consequente adiamento da prova, não foi possível aplicar esse modelo em 2010.

De acordo com Haddad, por meio de uma portaria publicada este ano é possível que a gráfica que venceu a licitação para imprimir as provas e o consórcio contratado para aplicar o exame participem do Enem até 2014. Sem a necessidade de repetir o longo processo de licitação e contratação, haveria condições para aplicar o exame mais de uma vez ao ano a partir de 2011.

“As edições do Enem até 2014 estão contratadas, se assim desejarem os próximos gestores do MEC. Os serviços foram incluídos em uma portaria como “de natureza continuada”, por isso teoricamente estão contratados. E temos um banco de itens cada vez mais robusto, o que permite tomar decisões para que no futuro se tenha mais de uma edição do Enem por ano”, explicou.

O ministro ressaltou, entretanto, que essa decisão “implica questões de orçamento e uma série de providências que não se toma em fim de governo”, por isso ficará a cargo de seu sucessor. O Enem 2010 será aplicado no fim de semana a 4,6 milhões de estudantes em 1,8 mil municípios.

fonte: Amanda Cieglinski, Agência Brasil


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