Morre o cineasta americano Sidney Lumet

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O cineasta norte-americano Sidney Lumet, diretor de “Serpico” e “Um dia de cão”, entre outros, morreu neste sábado (9) aos 86 anos, segundo a família.

Sua enteada, Leslie Gimbel, disse que Lumet morreu vítima de um linfoma, em sua casa em Manhattan, Nova York.

Lumet foi um dos principais diretores da segunda metade do século XX.

Ele dirigiu mais de 40 filmes, de vários gêneros.

A maioria era filmada em Nova York, cidade em que nasceu e morreu.

Ele nunca escondeu a fascinação pela metrópole, com “sua diversidade, seus vários bairros étnicos, suas artes e seus crimes, sua sofisticação e sua corrupção, sua beleza e feiúra”.

Em 2005, Lumet ganhou um prêmio honorário da Academia, pelo conjunto da obra.

Ele foi indicado a quatro Oscars como diretor, pelos filmes “Doze homens e uma sentença” (1957), “Um dia de Cão” (1975), “Rede de intrigas” (1976) e “Armadilha mortal” (1982) -mas nunca venceu.
Lumet dirigiu atores como Henry Fonda, Al Pacino, Katharine Hepburn, Ingrid Bergman, Sean Connery, Robert Duvall e Faye Dunaway, entre outros.

O “New York Times” reproduziu um texto de Lumet sobre o trabalho de direção, em que ele diz: “Embora a meta de todos os filmes seja entreter, o tipo de filme que acho que vai um passo além obriga o espectador a examinar uma ou outra faceta de sua própria consciência, estimula o pensamento e faz fluir a criatividade.”

Ambiente artístico
Filho do ator Baruch Lumet, Sidney nasceu e cresceu em um ambiente artístico. Aos 4 anos de idade, já acompanhava o pai ao Teatro Yddish de Nova York.

Antes de se tornar diretor, foi ator de teatro e rádio durante 15 anos. Porém, foi graças à televisão que alcançou a fama.

Sua estreia na função aconteceu nas séries “Danger” e “You are here”, que o consagraram como um dos mais aclamados diretores da TV ao vivo.

Na tela grande, fez sucesso imediato com “Doze homens e uma sentença”, estrelado por Henry Fonda e Lee J. Cobb.

O filme, que narra o conflito de um grupo de jurados que tenta chegar a um consenso sobre uma sentença de morte, fascinou o público ao conseguir construir enorme tensão e discutir com brilhantismo temas como o sistema prisional, a luta pela tolerância e a justiça, com apenas um cenário na maior parte do tempo.

Este e outras produções de Lumet, como “Rede de intrigas”, levam a marca indelével do mundo da televisão, regido pelos implacáveis índices de audiência. Com inteligência e perspicácia, o diretor construiu mundos envolventes e contou histórias poderosas, que marcaram sua geração.

Além disso, Lumet adaptou clássicos do teatro para as telas do cinema, como “A gaivota”, de Anton Tchéckhov.

fonte: G1


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