França fará DNA em corpo de vítima do voo 447

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O corpo encontrado nos destroços do avião da Air France nesta quinta-feira (5) vai passar por exame de DNA a ser feito por um laboratório francês.

Segundo Nelson Marinho, presidente da Associação Brasileira de Famílias de Vítimas, a informação foi dada às famílias através de email do Escritório de Investigações e Análises (BEA), órgão francês encarregado das buscas. O avião caiu no Oceano Atlântico em 2009, com 228 pessoas a bordo.

Na carta, o BEA conta que uma tentativa “infrutífera” chegou a ser feita na quarta-feira (4), mas que só nesta quinta a missão teve sucesso.

O órgão afirmou ainda que o içamento do corpo aconteceu com “a preocupação constante de preservar a integridade da vitima”, mas por causa das condições “particularmente difíceis” não foi “possível manter a integridade” (do corpo). Ainda segundo o BEA, outras tentativas serão feitas.

‘Tenho certeza de que vão tirar todos os corpos’, diz Marinho

“A informação veio de forma oficial. Tenho certeza de que vão tirar todos os corpos. Se tudo aconteceu agora foi por muito empenho das famílias, das associações brasileira, francesa, alemã e italiana”, diz Marinho. Segundo ele, antes das buscas atuais, 50 corpos haviam sido encontrados, sendo 20 de brasileiros.

Para ele, que ainda não encontrou o corpo do filho, que também se chamava Nelson, encontrar o corpo é importante para concluir o ciclo do luto das famílias. “Falo por mim e pelos outros: a sensação é de que não houve, de que nunca aconteceu e ele vai aparecer a qualquer momento”, conta, chorando.

Corpo estava em assento de avião
Os despojos estavam ainda atados pelo cinto de segurança a um dos assentos do voo, a uma profundidade de 3.900 metros, e pareciam degradados, segundo o comunicado da polícia francesa.

“As tentativas de recuperação são feitas em condições particularmente complexas e até agora inéditas”, continua o comunicado. “Persistem fortes incertezas sobre a possibilidade técnica da recuperação dos corpos.”

Oito pessoas da gendarmeria francesa estão a bordo do navio participando dos trabalhos. A recuperação “demorou muito tempo”, disse um porta-voz da polícia francesa. Segundo ele, os corpos estão bem preservados no fundo do mar por conta da pressão e da temperatura, mas trazê-los para cima para águas mais quentes provoca a decomposição, o que dificulta o resgate.

Caixas-pretas
Um das caixas-pretas, com o dispositivo que grava as informações da cabine, foi encontrada na terça-feira pela equipe francesa que trabalha nas buscas, na área próxima ao último local de contato da aeronave com os radares.

A outra caixa, que grava a atividade dos instrumentos de voo, foi achada no domingo passado, e o estado exterior de ambas “é bom”, disse Jean-Paul Troadec, diretor do Escritório de Investigações e Análises (BEA) encarregado das buscas.

Embora o achado do material seja considerado “um grande passo para a compreensão do acidente”, resta saber se será possível resgatar os dados de seu interior, pois há o receio de que o óxido e a pressão tenha danificado os instrumentos de gravação.

A equipe de busca localizou os destroços do Airbus 330 há um mês, depois de quase dois anos de buscas no fundo do mar.

fonte: Alícia Uchôa


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