Carro elétrico da GM chega ao Brasil em junho, depois será a vez do Cruze

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O centenário da marca Chevrolet será mais do que comemorado pela General Motors. A companhia vive momento positivo de pós-crise, com as contas em dia e as vendas em alta. E o símbolo dessa nova fase chama-se Chevrolet Cruze. O carro global da marca já teve 219 mil unidades emplacadas em todo o mundo em quatro meses de vendas.

“É um sucesso que há muito tempo não vemos”, afirma o vice-presidente da General Motors do Brasil, Marcos Munhoz. A maior parte das vendas do modelo se concentra nos Estados Unidos e na China, mas a Chevrolet também aposta no Brasil, que receberá o carro entre agosto e setembro. Porém, apesar da estreia próxima, quem estará antes no país será o elétrico Volt.

O carro poderá ser visto pelo público a partir de 18 de junho, durante o evento Skol Sensation, em São Paulo. A ação visa reforçar a imagem da marca, já que o carro está longe de ser vendido no país.

De acordo com o diretor de marketing da General Motors do Brasil, Gustavo Colossi, o carro vai circular por todo o país, para promover a capacidade tecnológica da fabricante. Colossi diz ser muito difícil lançar o modelo no mercado nacional, por causa do alto custo.

“Ainda é uma tecnologia muito cara e o governo brasileiro não dá incentivos. Como não é um carro de luxo, o preço final não compensaria”, ressalta. Segundo ele, o público no Brasil mais interessado pelo carro seriam empresas com foco na promoção do conceito de sustentabilidade. “As próprias companhias energéticas mostram grande interesse.”

Por isso, a grande estrela no Brasil no centenário da Chevrolet, comemorado em 3 de novembro, será o Cruze. Ele tem como proposta ser um carro diferenciado no mercado brasileiro, pronto para substituir o Vectra sedã e o hatch GT ou até mesmo o Astra.

“Vai depender da reação do mercado”, pondera Marcos Munhoz.

O Brasil é o segundo país em importância para Chevrolet, atrás somente dos Estados Unidos. Em 2010, foram vendidas 657 mil unidades no país. Para este ano, a expectativa é crescer entre 4% e 5%, para 690 mil unidades.

“No fim do ano passado nossa previsão chegava a 6%, mas os números de maio mostram uma acomodação do mercado”, observa Munhoz.

Segundo o executivo, a China deverá ultrapassar o Brasil em vendas para a Chevrolet no ano que vem. Mesmo assim, o mercado brasileiro continuará sendo um dos três pilares que sustentam a marca. México e Argentina são o quarto e o quinto mais importantes, respectivamente.

A Chevrolet está presente em 138 países – com a mudança na Coreia do Sul, antes sob a marca Daewoo. O forte investimento em plataformas globais veio com a crise, para reduzir custos, mas sem deixar de atender a gostos específicos de cada mercado.

“As plataformas globais vieram como necessidade após a crise que começou em 2008 e estão dando certo”, diz Munhoz.

Para o Brasil, Gustavo Colossi afirma que a tendência para os próximos anos é de maior demanda por segurança, design e sistemas integrados. Já os novos motores estarão cada vez menores, mas com tecnologia turbo, o que garante mais potência.

Conforto é outro quesito que ganhará mais peso, especialmente nos mercados emergentes. Ar-condicionado de série é um dos itens que compõem a lista. “No mercado emergente, existem atributos que marcarão diferença, como conforto”, destaca Colossi.

Tecnologia e automobilismo
Para atingir um produto que satisfaça o consumidor sem distorção de preço ou queda da qualidade, a GM do Brasil optou por expandir a gama de produtos o máximo possível.

“Essa é a saída adotada pela GM, mas também pela Ford e pela Volkswagen. O perfil do mercado brasileiro mudou, está muito mais diversificado”, analisa Munhoz, ao se referir aos lançamento previstos até 2013, para renovação do portfólio da montadora.

Enquanto a Chevrolet no Brasil se concentra no Cruze e nos modelos compactos do projeto Ônix que estão por vir, entre outros, na China a marca também aposta no Cruze e no Sail, o Classic deles.

Porém, em mercados maduros como o norte-americano, a briga é por tecnologia. Por isso, os investimentos em competições como a Fórmula Indy são tão altos.

O vice-presidente da GM nos Estados Unidos para veículos de alta performance, Jim Campbell, destaca que tecnologias que das pistas foram para o consumidor final, como a injeção direta de combustível e a turbo, mostram que a fórmula encontrada por Louis Chevrolet continua a funcionar, mesmo 100 anos depois.

fonte: Priscila Dal Poggetto


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