Cenário de atentado do 11 de setembro se transforma em ponto turístico em Nova York

O cenário do ataque aéreo ao World Trade Center se transformou naturalmente num dos pontos mais visitados por turistas em Nova York. Para eles, que acompanharam à distância as cenas inacreditáveis, é difícil imaginar que tudo aquilo aconteceu.

11-de-setembro

Movimentado durante todo o ano, o local recebe pessoas de diversos países. O “passeio turístico”, para muita gente, é incompleto: não é permitido tirar fotos no memorial que homenageia os mais de 2 mil mortos.

Visitantes como a brasileira Angela Barbosa relatam suas sensações diante do palco de um acontecimento tão trágico quanto relembrado. A professora de inglês trabalha numa empresa de pesquisa de mercado, mora há 11 anos em Albany (capital do Estado de Nova York) e pela segunda vez visitava o Tribute WTC Visitor Center, que fica quase na esquina do que um dia foi o World Trade Center.

“Na primeira vez foi muito triste. Quando eu saí daqui, meu dia acabou, não conseguia fazer mais nada. Fiquei com aquilo na cabeça e sonhei à noite. Achei muito chocante. Isso parece que nos aproxima mais das vítimas, quer saber da vida delas”, analisou.

Para Angela, a sensação ainda é de estarrecimento. “O atentado foi uma coisa tão grande que a gente quer ver de perto”, contou.

Quando aconteceu o ataque, ela já morava nos Estados Unidos e acompanhou pela TV a cobertura jornalística do ataque. “Foi estarrecedor, era como se fosse da família da gente. A gente via pela televisão e chorava o tempo todo. Eu falava ‘não acredito no que está acontecendo’, parecia o fim do mundo.”

Outra turista, a australiana Moira disse que resolveu conhecer o local porque tem um filho que mora em Nova York. “Foi inacreditável. Quantas mães e pais e crianças morreram? Foi muito doloroso”, analisou.

Moira acha a tragédia inesquecível. “Eu penso que os parentes das vítimas nunca vão esquecer. Nós também nunca esqueceremos. Eu penso que nunca vai ser apagado
O mundo mudou depois do atentado justamente porque ninguém poderia supor que isso ia acontecer”, revelou.

O sueco Charles Thorncrantz, instrutor de obras, tentou visitar o canteiro de construção das novas torres, mas se decepcionou ao saber que não poderia. Ao saber que não é permitida a visita, ficou decepcionado. Mas notou que um avião passava muito próximo a uma das torres que estão sendo construídas no local. “Isso é inacreditável, era para não ser mais permitido passar avião tão perto”, assustou-se.

Os sul-africanos Zaskia e Grenville Wilson foram levar os filhos Rocke e Geier para conhecer o local. Em comum entre eles, o sentimento de tristeza. Para Grenville, o museu e o memorial que ocuparão a área são uma homenagem adequada. “É muito bom ter esse novo lugar. Eles têm que manter a memória viva”.

Fonte:g1


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