Jaqueline sofre fratura e está fora do Pan

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Quando Jaqueline caiu no início do segundo set da estreia brasileira e deixou a quadra aos prantos, de maca, a apreensão foi inevitável. A chegada ao hospital deixou os médicos otimistas, e logo foi afastado qualquer risco à saúde da atleta. Mas a notícia ruim veio no pacote: a ponteira da seleção está fora do Pan, com uma fratura cervical.

– Foi uma pequena fratura cervical sem lesão na medula e sem necessidade de intervenção cirúrgica. Toda lesão na coluna é grave. O primeiro atendimento nesses casos é primordial. A lesão é estável e, apesar da gravidade, não oferece riscos maiores à atleta.

Ela vai ficar em observação até amanhã. Por conta dessa lesão, ela está definitivamente fora do Pan. Não podemos mais contar com a Jaqueline para a competição – afirmou João Grangeiro, chefe médico do Comitê Olímpico Brasileiro.

No hospital Real San Jose, próximo ao ginásio, Jaqueline fez exames de tomografia computadorizada e ressonância magnética.

O médico também confirmou que ela sofreu uma concussão cerebral, que a deixou inconsciente por alguns segundos, mas quando saiu da quadra já tinha todos os sentidos funcionando bem, mexendo todas as partes do corpo. A atleta quis saber sobre a partida, vencida pelo Brasil por 3 sets a 1.

– Foi a primeira coisa que ela perguntou. E ficou muito feliz com o resultado – informou Julio Nardelli, médico da seleção.

Jaqueline ainda não sabe se voltará ao Brasil antes do fim da competição em Guadalajara. Por enquanto, ela vai ficar em observação.

– Ela ficará no hospital até quando acharmos necessário. Mas ela já conversou com a mãe, que ficou muito tranquila por falar com ela. E falou também com o Murilo (marido e também jogador da seleção), que se tranquilizou – contou Grangeiro.

A ponteira sofreu o acidente no início do segundo set. Ela subiu para um bloqueio e, na queda, se desequilibrou. Ao cair no chão, sua nuca foi atingida pela cabeça da líbero Fabi, que tentava salvar a bola com um peixinho.

– Ouvir que ela está bem tranquiliza o time inteiro. Foi uma jogada bem inusitada. Ela estava de costas, e eu de frente. Nem ela me viu, nem eu a vi. Foi uma pancada forte, eu também senti um enjoo. De repente, para ela, foi mais pesado – disse Fabi.

O Pan-Americano segue sendo uma competição ingrata para Jaqueline. Há quatro anos, no Rio de Janeiro, ela foi cortada em cima da hora. Recebeu uma suspensão ao ser flagrada num exame antidoping, com a substância sibutramina.

fonte: João Gabriel Rodrigues


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