Morre, aos 52 anos, o ator e chef de cozinha Rodolfo Bottino

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Morreu na manhã deste domingo, aos 52 anos, o ator e chef de cozinha Rodolfo Bottino. Portador do vírus da Aids, ele faleceu em um hospital em Salvador, onde tinha parentes, em decorrência de uma embolia durante um exame para a realização de uma cirurgia no quadril. Ainda não há informações sobre o sepultamento.

Galã da televisão nos anos 1980, Bottino ficou conhecido do grande público como o Lauro da minissérie “Anos dourados”, exibida na TV Globo em 1986, mas atuou em novelas, filmes e espetáculos teatrais.

Em 2006, o ator venceu um câncer no pulmão. Dois anos depois, ao completar 50 anos, revelou, em uma entrevista ao GLOBO, ser portador do vírus da Aids desde a década de 90, mas sempre encarou a vida com otimismo. Sobre a doença, ele disse:

– Ninguém falou que viver é fácil. Todo dia pode ter uma porrada. Mas também pode ter uma realização. Nenhum HIV, câncer, hepatite ou diabete impede essa realização diária. O que impede é a cuca.

Os palcos surgiram na vida de Rodolfo em 1979, quando ele ainda estava na faculdade. Por influência do pai, tinha ido estudar engenharia na UFF e, nas horas vagas, vivia enfiado no DCE.

Ali, descobriu o teatro universitário e, em pouco tempo, encenava seu primeiro espetáculo, “Cordão umbilical”, de Mário Prata.

Depois, vieram “Menino maluquinho” e vários outros. Em 1984, descoberto num curso de interpretação, Rodolfo fez sua primeira novela na Globo, “Livre para voar”.

Além das artes cênicas, sua paixão também era a culinária. Aos cinco anos, aprendeu a cozinhar e tornou-se chef de cozinha, tendo feito um curso no Le Cordon Bleu, na França.

Em 1986, enquanto brilhava em novelas e minisséries como “Anos dourados”, abriu o restaurante Madrugada, endereço que fez sucesso por oito anos, em Botafogo.

Em 2000, levou sua cozinha para os palcos na peça “Risotto”, que circulou pelo Brasil.

Seu último trabalho foi o espetáculo “Homens, santos e desertores”, que estreou em julho deste ano no Rio, com texto do dramaturgo Mario Bortolotto e direção de Ernesto Piccolo.

fonte: O Globo


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