Conheça dicas e cuidados para manter o bronzeado dourado por todo o verão

bronzeada

Sair da praia com a mesma cor que chegou dá uma sensação de que o verão não foi bem aproveitado. Mas de nada adianta querer conquistar aquele tom em algumas horas ­— até porque o bronzea­do só começa a aparecer de 48 a 72 horas após a primeira exposição solar, já que esse é o tempo necessário para que a melanina (pigmento que dá cor à pele) seja produzida e liberada pelas células. Por isso, vale mais aproveitar de forma consciente, sem negligenciar os danos que a radiação causa, em curto e longo prazo, na saúde e na beleza.

O primeiro e mais importante passo para isso é a escolha do protetor solar correto, de acordo com o seu tipo de pele. A partir do ano que vem, uma novidade deverá estar presente no rótulo dos filtros solares: a comprovação de proteção contra os raios UVA.

Para quem não sabe, são eles os principais responsáveis pelo fotoenvelhecimento e, hoje, os produtos aqui no Brasil só têm obrigação de oferecer proteção contra a radiação UVB (que provoca queimaduras e câncer de pele).

Com a discussão aberta nos Estados Unidos e nos outros países do Mercosul sobre a importância de mais clareza dos fabricantes sobre o que, de fato, os produtos entregam — o FDA proibiu neste ano o uso de expressões como bloquea­dor solar, à prova d’água e à prova de suor nas embalagens —, a ideia é evitar mal-entendidos, como o de que o FPS significa proteção solar completa.

Na verdade, ele se refere só aos raios UVB e o número que o segue sinaliza quantas vezes mais a pele vai ficar protegida.

Por exemplo: quem fica vermelha dez minutos após a exposição ao sol vai demorar 15 vezes mais (pouco mais de duas horas) se usar um protetor FPS 15. A seguir, dicas e uma seleção de novidades para cada tipo de pele. Encontre a sua e boa praia!

Escala de fototipos de pele

1. Queima* sempre, não bronzeia nunca (muito branca)
2. Queima sempre, bronzeia um pouco
3. Queima sempre, bronzeia na média
4. Queima pouco, bronzeia mais do que a média
5. Queima pouco, bronzeia bastante
6. Não queima (negra)

* queimadura, nesse caso, é a vermelhidão aparente e a sensação de ardor

O SOL A SEU FAVOR
Quem tem pele morena pode se considerar uma pessoa de sorte. E não só por conquistar aquele tom dourado de dar inveja logo no início do verão. As peles classificadas como fototipos 4, 5 e 6 (veja o quadro ao lado) têm maior tolerância à radiação solar, de acordo com a dermatologista Márcia Purceli, do Hospital Albert Einstein, e tendem a ficar menos queimadas (ou seja, não ficam vermelhas nem ardidas).

“A maior concentração de melanina nesse tipo de pele faz com que tenha uma proteção natural”, diz ela. Portanto, um filtro com FPS 15 é suficiente para esse grupo. A maior preocupação aqui é com as manchas, que são muito comuns.

Não as típicas das branquinhas, como sardas ou manchas tardias — aquelas marcas acastanhadas que surgem geralmente nas mãos, no colo e no rosto depois dos 40 e são comumente atribuídas à idade, mas, na verdade, são causadas pelo sol —, mas as mais escuras.

Chamadas melasma (ou cloasma, quando aparecem na gravidez), são resultado de uma superpigmentação da pele decorrentes de uma resposta anormal da célula ao estímulo luminoso. “Quem já as tem deve usar, sempre, protetor com FPS 60 pelo menos”, afirma Márcia.

E o mais importante: repassar, no mínimo, a cada duas horas — em condições normais, pois, em caso de suor ou de entrar no mar ou na piscina, é preciso se secar e repassar imediatamente.

CORRA PARA A SOMBRA
Ao contrário das morenas, quanto menos as mulheres de pele clara (fototipos 1, 2 e 3) se expuserem ao sol, melhor. Isso porque elas têm menos melanina nas células e estão mais predispostas a queimaduras e mais distantes — bem mais distantes — de um bronze dourado e uniforme.

O ideal para quem tem esse tipo de pele é optar pelos protetores físicos ou que sejam uma combinação de físicos e químicos, que apresentam FPS mais alto (acima de 60). De acordo com o dermatologista Adilson Costa, os protetores químicos, hoje chamados de inorgânicos, têm óxido de zinco na fórmula e funcionam como um bloqueio aos raios solares.

Isso significa que eles fazem uma barreira protetora e não permitem a penetração de nenhuma radiação — como a pasta branca usada por surfistas. Os químicos, compostos de moléculas orgânicas, em vez de refletir os raios, são capazes de absorvê-los e transformá-los em energias menores e inofensivas para o organismo.

“Para garantir a proteção, recomendo a aplicação duas vezes seguidas”, diz Márcia Purceli. Também é válido aqui o uso de uma base de maquiagem sobre o protetor (principalmente se ele for só químico), pois é uma maneira de bloquear a radiação e evitar a estimulação de melanina, que causa sardas e queimaduras.

fonte: Mayra Stachuk


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