Após repressão de regime sírio, 64 pessoas são mortas

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Ao menos 64 pessoas morreram neste sábado (7) pela repressão do regime de Bashar al Assad em diferentes pontos da Síria, informaram os opositores.

Conforme o grupo do Comitê de Coordenação Local, 36 mortes foram confirmadas na localidade de Latmaneh, na província central de Hama, em “um massacre” cometido pelas forças governamentais, embora eles não tenham descartado que o número de vítimas pode aumentar.

O grupo explicou que o Exército cercou Latmaneh ao amanhecer e bombardeou a região de forma indiscriminada. Muitos prédios ruíram com os ataques e os moradores ficaram soterrados no interior das construções, apontou o grupo opositor, que acrescentou que após 2 horas de bombardeio, os soldados invadiram Latmaneh e abriram fogo contra tudo que se movia.

Neste sábado (7), a cidade de Al Rastan, na província de Homs, é palco de violentos confrontos entre as forças armadas e o opositor Exército Sírio Livre (ELS), revelou à agência EFE seu “número dois”, Malek Kourdi.

A partir da Turquia, Kourdi afirmou por telefone que os soldados desertores repelem as tentativas do Exército sírio de invadir Al Rastan, que está sendo atacada com artilharia.

“Isso ocorre dentro de uma grande campanha desenvolvida atualmente pelo regime para ganhar tempo e definir a situação até 10 de abril”, considerou Kourdi, que destacou que Damasco “acredita que o novo prazo outorgado pelo Conselho de Segurança dá a eles legitimidade para continuar com seus crimes”.

Imagens de satélite
Na sexta-feira (6), os Estados Unidos publicaram imagens de satélite que mostram o avanço das tropas em cidades na Síria.

O embaixador dos EUA, Robert Ford, disse que o governo sírio parece ter recuado suas forças em algumas cidades, mas manteve o exército em outros lugares ou simplesmente deslocou as tropas e os veículos blindados.

Ele disse que estava baseando suas informações em imagens de satélite, que foram postadas na página da embaixada no Facebook.

Mortes em protestos
As informações não podem ser comprovadas de maneira independente pelas restrições impostas pelo regime sírio ao trabalho de jornalistas.

Nesta sexta-feira (6), ao menos 52 pessoas morreram, a maioria delas em Homs, devido a novos protestos, segundo a última apuração dos Comitês.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, condenou a repressão de sexta-feira (6) e advertiu Damasco que o prazo estipulado para o fim total de hostilidades “não é uma desculpa para continuar com os massacres”.

O prazo de 10 de abril para cumprir o plano de paz proposto pelo enviado especial da ONU e da Liga Árabe, Kofi Annan, que implica o fim dos movimentos das tropas em direção às cidades, do uso de armamento pesado e a retirada dos militares dos centros populacionais, “não é uma desculpa para continuar com os massacres”, disse Ban.

Por essa iniciativa, que o governo do presidente sírio, Bashar al Assad, se comprometeu a cumprir, o fim total das hostilidades tem como prazo limite as 2h (de Brasília) de 12 de abril.

A ONU mandou uma equipe de observadores para analisar com as autoridades o futuro desdobramento de uma missão militar de supervisão e acompanhamento para aplicar o plano de paz de seis pontos de Annan. Por enquanto, o regime sírio não ofereceu nenhuma informação sobre essa visita.

fonte: EFE


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