Coordenador da Lei Seca assume erro de agentes que multaram deficiente

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Cinco dias atrás, Esther Braescher Naveira e Silva passou por um constrangimento ao ser parada numa blitz da Lei Seca no Jardim Botânico.

Apesar de ser deficiente — ela tem a metade esquerda do corpo paralisada — e não conseguir soprar o bafômetro, foi multada por ter supostamente ingerido bebida alcoólica e teve a carteira apreendida.

Ontem à noite, após o EXTRA contar a história de Esther, ela recebeu a habilitação de volta, a suspensão da multa e anulação dos pontos na carteira. E não só isso. A analista de sistemas de 36 anos ganhou flores e um pedido de desculpas, em nome do governo do estado, do coordenador da Lei Seca, major Marco Andrade.

— Em nome do governo, venho pedir desculpas pela avaliação que nossos agentes tiveram nesse caso, que precisava de medidas especiais — afirmou ele. — Não temos problemas em assumir nossos erros. O caso serve como aprendizado para o futuro.

Independência
Apesar de agradecer a medida tomada pelo governo, Esther afirma que ainda irá entrar com uma ação contra o Estado pelo constrangimento causado na blitz e os prejuízos sofridos durante os dias em que não pode dirigir.

Como deficiente, Esther afirma que o carro, mais do que um meio de locomoção, é a maneira de garantir sua independência.

— Não consigo fazer nada desde sexta-feira porque não posso dirigir. Não consegui nem ir ao supermercado, porque dependo de amigos para tudo — explica ela. — O carro era minha independência, e perdi isso por erro deles.

Agentes vão passar por treinamento
Segundo o coordenador da Lei Seca, os agentes que abordaram Esther agiram conforme manda a legislação. Foi a mesma posição de uma nota da Secretaria estadual de Governo. Mas o major afirmou que houve erro ao não avaliar o caso como uma abordagem especial.

— Nossos agentes fizeram uma avaliação errada. O caso era especial e precisava de uma avaliação especial e medidas específicas — assumiu o major.

O coordenador acredita que o país ainda não está preparado para lidar com esse tipo de caso.

— A sociedade ainda engatinha com relação aos deficientes — afirmou.

De acordo com o major, os agentes da Lei Seca passarão por um novo treinamento, para evitar erros durante abordagens de pessoas com deficiência. Ele fez questão de ressaltar que os agentes da Lei Seca têm como objetivo constranger os motoristas e, por isso, decidiu pedir desculpas pessoalmente a Esther:

— Queremos salvar vidas, mas também erramos.

fonte: http://extra.globo.com/


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