‘Titanic’ em 3D estreia na próxima sexta-feira

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Quando “Avatar” estreou há dois anos, James Cameron reinventou o 3D e criticou a corrida dos estúdios para converter filmes 2D em três dimensões.

Na época, comentou que o uso de computadores na conversão deixava os trabalhos com “aspecto barato”. Ironia ou não do destino, estreia nesta semana a versão tridimensional de “Titanic”, o maior sucesso do diretor nos cinemas que foi convertido para 3D, veja só, pelo próprio cineasta.

O lançamento de sexta-feira (13) coincide com o aniversário de 100 anos do naufrágio. Como Cameron é um profissional fã de superlativos, trata-se da maior conversão do gênero: 295 mil fotogramas foram manipulados, um trabalho de 60 semanas realizado por 300 pessoas a um custo de US$ 18 milhões.

É claro que o diretor mudou o discurso depois de tanto trabalho – agora ele defende que a conversão “amplia” a experiência do original.

Após assistir a “Titanic 3D”, fica difícil não concordar com o James Cameron de 2012. O blockbuster de 1997 com Kate Winslet e Leonardo DiCaprio, dono de 11 Oscars e US$ 1,8 bilhão arrecadados, realmente proporciona uma imersão maior ao longa de mais de três horas.

E impressiona, principalmente, por não parecer datado. Afinal, trata-se de efeitos especiais criados há 15 anos.

A conversão, mais do que criar a tridimensionalidade, tornou as imagens mais nítidas, como se Cameron tivesse limpado fotograma por fotograma.

Como o original não foi filmado com câmeras 3D, não há elementos que saltam da tela, mas em cenas com profundidade o recurso é bem aproveitado.

Em especial aquelas que envolvem o gigante, como a sua partida do porto britânico de Southampton, o naufrágio e as emblemáticas imagens de Jack na proa: quando grita “sou o rei do mundo” e quando abraça Rose para que ela se sentisse voando (a melodia da música-tema de Céline Dion continua nesta parte, infelizmente).

Também é divertido reparar na atuação da dupla principal, que no 3D fica ainda mais destacada. A rechonchuda Kate, então uma atriz de grande potencial, cresce ao longo do filme e mostra lampejos do talento que a fez receber cinco indicações ao Oscar de lá pra cá – ganhando em 2009, por “O leitor”.

Já a atuação de DiCaprio ajuda a reforçar o coro de que a Academia não reconhece o seu talento. O ator está ótimo no papel do vigarista sedutor Jack Dawson e merecia uma indicação ao prêmio na época.

Rever “Titanic” em 3D não é uma obrigação para quem não viu o original no cinema. Mas não deixa de ser uma experiência cinematográfica, aula que Cameron sabe dar como poucos. Ainda mais quando se trata de um épico como “Cleópatra” e “…E o vento levou”, aclamado por público e crítica. Um tipo de filme que surge uma vez por década e olhe lá.

fonte: Gustavo Miller


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