Mais de 65% das universidades federais do país estão em greve

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A greve dos professores já atinge mais de 65% das universidades federais do País. No final da tarde desta sexta-feira (18), já eram 39 instituições federais sem aulas. O País tem, ao todo, 59 universidades vinculadas ao governo federal.

Os docentes das Ifes (Instituições Federais de Ensino Superior) começaram o movimento grevista na quinta-feira (17) e definiram que a paralisação será por tempo indeterminado.

Não há um balanço total de alunos afetados pela paralisação, nem de quantos professores aderiram ao movimento. De acordo com o Andes-SN (Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior), a greve ainda pode crescer e também se estender para outras instituições, inclusive estaduais.

As principais reivindicações da categoria são valorização da carreira e melhoria da qualidade de ensino e trabalho dos docentes. Além de pedidos específicos de cada instituição.

Além das 39 universidades, os professores do Cefet (Centro Federal de Educação Tecnológica) de Minas Gerais, também cruzaram os braços.

Já a Universidade Federal de Juiz de Fora (MG), a Universidade Federal do Sudeste de Minas e a Universidade Federal do Maranhão e a UnB (Universidade de Brasília) devem iniciam a greve na segunda-feira (21).

Os professores da UnB (Universidade de Brasília) pretendem dar início à paralisação na próxima terça-feira (22).

No mesmo dia, os docentes da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) farão assembleia para decidir se entram em greve.

Rio de Janeiro
No Rio de Janeiro, a greve foi adotada pela UFRRJ (Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro) e pela UNIRIO (Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro). Os professores da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) estão paralisados e fazem debate no campus da Praia Vermelha.

Paraíba
A greve de professores na UFPB (Universidade Federal da Paraíba) e UFCG (Universidade Federal de Campina Grande) começou na última quarta-feira (16) e prejudicou o atendimento do Hospital Universitário, que foi suspenso.

Segundo a direção das universidades, mais de 62 mil alunos estão sem aula.

Ceará e Pernambuco

Das três universidades federais de Pernambuco, a primeira a paralisar as atividades docentes foi a Univasf (Universidade Federal do Vale do São Francisco), que entrou em greve na terça-feira (15).

Situada em área de fronteira com os Estados da Bahia e Piauí, a estimativa do sindicato dos docentes é de que mais de 95% dos cerca de 400 professores aderiram à greve nacional por tempo indeterminado em todos os seus cinco campi – distribuídos em cidades dos três Estados.

A Universidade Federal Rural de Pernambuco tem a adesão de 90% dos seus 1,1 mil professores, de acordo com o comando de greve. O total de alunos nos seus 40 cursos de graduação é de 15 mil. A expectativa é de expansão da adesão na próxima semana.

Já a Universidade Federal de Pernambuco, com 2,5 mil professores e 32 mil alunos em 93 cursos de graduação presenciais, deflagrou a greve na quinta e ainda não tem um balanço do porcentual de adesão.

De acordo com o sindicato da categoria, muitos professores ainda foram à sala de aula nesta sexta-feira para conscientizar os alunos.

Os professores da Universidade Federal do Ceará estão entre os que não aderiram à greve nacional. Os professores associados ao sindicato decidiram convocar nova assembleia para apreciar as propostas negociadas com o governo federal até 31 de maio.

Confira as instituições que aderiram à greve

1- UFMA (Universidade Federal do Amazonas)
2- UFRO (Universidade Federal de Rondônia)
3- UFRA (Universidade Federal Rural do Amazônia)
4- UFPA (Universidade Federal do Pará /Central)
5- UFPA (Universidade Federal do Pará /Marabá)
6- UFOPA (Universidade Federal do Oeste do Pará)
7- UNIFAP (Universidade Federal do Amapá)
8- UFMA (Universidade Federal do Maranhão)
9- UFPI (Universidade Federal do Piauí)
10- UFERSA (Universidade Federal do Semi-Árido) – Mossoró
11 UFPB (Universidade Federal da Paraíba)
12- UFPB-PATOS (Universidade Federal da Paraíba / Patos)
13- UFPB (Universidade Federal da Paraíba / Cajazeiras)
14- UFCG (Universidade Federal de Campina Grande)
15- UFRPE (Universidade Federal Rural de Pernambuco)
16- UFAL (Universidade Federal de Alagoas)
17- UFS (Universidade Federal de Sergipe)
18- UFTM (Universidade Federal do Triângulo Mineiro)
19- UFU (Universidade Federal de Uberlândia)
20- UFV (Universidade Federal de Viçosa)
21- UFLA (Universidade Federal de Lavras)
22- UFOP (Universidade Federal de Ouro Preto)
23- UFSJ (Universidade Federal de São João Del Rey)
24- UFES (Universidade Federal do Espírito Santo)
25- UFPR (Universidade Federal do Paraná)
26- FURG (Universidade Federal do Rio Grande)
27- UFMT (Universidade Federal do Mato Grosso)
28- UFMT-RO (Universidade Federal do Mato Grosso / Rondonópolis)
29- UFRRJ(Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro)
30- UFVJM (Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri)
31- UTFPR (Universidade Tecnológica Federal do Paraná)
32- IFPI (Instituto Federal do Piauí)
33- IFMG(Instituto Federal de Minas Gerais)
34- UFRB (Universidade Federal do Recôncavo da Bahia)
35- Univasf (Universidade Federal do Vale do São Francisco)
36- UFRB (Universidade Federal do Recôncavo da Bahia)
37- UNIRIO (Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro)
38- UFPE (Universidade Federal de Pernambuco)
39- UFG (Universidade Federal de Goiás) – Campus Catalão
40- UFAC (Universidade Federal do Acre)
41- CEFET (Centro Federal de Educação Tecnológica) de Minas Gerais

Outro lado
Em nota divulgada na quinta-feira, o MEC (Ministério da Educação), informou que “as negociações salariais com o sindicato começaram em agosto passado, quando foi acertada a proposição de um reajuste salarial linear de 4%, a partir de março de 2012”.

Segundo a notificação oficial, o ministro Aloizio Mercadante interferiu diretamente junto a presidenta Dilma Rousseff para acelerar a aprovação do projeto de lei que previa o aumento para a categoria.

“A medida provisória foi assinada na sexta-feira (11) e publicada no Diário Oficial, assegurando o reajuste de 4% retroativo ao mês de março, além das gratificações específicas do magistério superior e de atividade docente do ensino básico, técnico e tecnológico”.

Com relação ao plano de carreira dos professores e funcionários, o MEC informou que a “negociação prevê sua aplicação somente em 2013″. De acordo com a nota, os recursos devem ser definidos até agosto deste ano”.

Procurada pela reportagem, a assessoria de imprensa do Ministério do Planejamento afirmou que a greve dos professores é “precipitada” e que as reinvidicações da categoria serão discutida em reunião marcada para o dia 28 de maio.

fonte: R7


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