Romney vence no Texas e confirma que enfrentará Obama nas leições

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Com uma vitória fácil nas primárias do Texas, o ex-governador Mitt Romney superou nesta terça-feira os 1.144 delegados necessários para assegurar sua nomeação do Partido Republicano e enfrentar o presidente Barack Obama na eleição em 6 de novembro.

O status de candidato se tornará oficial em agosto, na convenção do partido, na Flórida. Em sua conta no Twitter, Romney agradeceu o apoio de simpatizantes.

“Seja qual for o desafio adiante, não vamos nos conformar com nada menos do que colocar os EUA de volta no caminho da prosperidade”, escreveu.

A nomeação de Romney chegou tardiamente, se comparada com candidatos anteriores do Partido Republicano.

Em 2008, o senador do Arizona John McCain se transformou em candidato em março. Antes dele, em 2000, o então governador do Texas, George W. Bush, também havia conseguido assegurar sua nomeação no mesmo mês, com vitórias em vários Estados do sul do país.

A grande vitória ocorreu no dia em que os ataques de Romney contra Obama foram eclipsados na televisão por declarações do magnata Donald Trump, nas quais voltou a questionar a veracidade da certidão de nascimento do presidente.

O episódio reacendeu a desacreditada polêmica de que Obama não teria nascido no Havaí e seria um estrangeiro.

Romney, que tinha agendado um encontro para levantar doações ao lado de Trump, em Nevada, disse não compartilhar da teoria. Ainda assim, ressaltou que precisa da ajuda “de todas as pessoas boas” para alcançar mais da metade dos votos e ganhar a eleição.

O incidente causou reação imediata do comitê de campanha de Obama. “Se Mitt Romney não tem força para enfrentar um charlatão como Donald Trump porque está tão preocupado em forrar os bolsos de sua campanha, o que isso diz sobre o tipo de presidente que ele seria?”, disseram os organizadores, em nota.

Campanha ofensiva para resgatar a economia americana
Nos últimos dias, o candidato republicano à Presidência dos EUA começou uma ofensiva para defender o maior ativo que tem, hoje, junto aos eleitores: a percepção de que é o mais bem preparado para resgatar a anêmica economia americana.

Após dez dias de publicidade negativa contra seu histórico na iniciativa privada, rotulado de destruidor de empregos pela campanha de reeleição do presidente Barack Obama, Romney e os grupos que o apoiam preparam uma série de anúncios de TV questionando investimentos públicos feitos com aval da Casa Branca em empresas de energia limpa que foram à falência.

O objetivo da campanha é questionar, de forma mais ampla, os US$ 800 bilhões do pacote de estímulo de Obama, iniciado em 2009 e que aplicou dinheiro dos contribuintes no resgate de empresas e no incentivo à criação de novos negócios — sem resultado prático para o conjunto da sociedade, argumentam os republicanos.

Já o trabalho de Romney era privado na Bain Capital (empresa que compra outras em situação difícil para recuperá-las financeiramente, o que normalmente representa demissões).

A propaganda está sendo bancada pelo Super PAC (comitê de ação política) pró-Romney American Crossroads, que prevê desembolso de US$ 300 milhões.

As pesquisas de opinião mostram que Romney — embora pouco admirado e mais identificado com os interesses dos ricos do que com os da classe média e dos mais pobres — é visto como mais preparado do que Obama para consertar a economia, o que inclui criar empregos e reduzir o déficit público.

Por isso, a estratégia dos republicanos é reforçar esta imagem, ao mesmo tempo em que apresenta a eleição como um plebiscito sobre o desempenho do presidente democrata nesta área.

Ex-governador inclui queda do desemprego como meta
Romney está ainda tentando se aproximar diretamente do desejo do eleitor em relação à criação de empregos.

Sua mais nova promessa é chegar, em seu governo, a uma taxa de desemprego de 6%, dois pontos percentuais inferior ao nível atual.

Ainda que este número conste das projeções da maioria dos analistas para o fim do próximo quadriênio, o ex-governador está tentando colá-lo às suas propostas de campanha, como diminuição do imposto de renda das empresas de 37% para 25% e redução das regulações sobre contabilidade corporativa e sobre o sistema financeiro.

Ele também antevê uma mudança de humor dos investidores com a saída de Obama da Casa Branca, dentro da estratégia republicana de tachar o democrata como inimigo dos negócios e do mercado livre.

— Você veria (com a derrota de Obama) uma mudança dramática na perspectiva dos pequenos e médios empresários e talvez até de algumas grandes multinacionais. Eles diriam: os EUA parecem novamente um bom lugar para investir — disse Romney em entrevista à revista “Time”.

Os republicanos também recrutaram ex-adversários de Romney nas primárias de 2008 e 2012, como Rudolph Giuliani, John McCain e Newt Gingrich, para rever as críticas do passado e endossar a experiência do ex-governador como executivo da Bain Capital.

fonte: O Globo


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