Procura por seminovos ‘completos’ aumenta com a redução do IPI

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O garçom Vagner Félix de Araújo, 32 anos, chegou a uma concessionária de Ribeirão Preto (SP) interessado em comprar um carro completo e espaçoso, mas sem gastar muito. Com a recente redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para veículos novos, os preços dos seminovos também sofreram quedas: oportunidade ideal para esse perfil de consumidor.

Araújo se interessou por um Renault Scénic, modelo 2006, com ar condicionado, travas e vidros elétricos, direção hidráulica, bagageiro e bancos de couro. Tudo por R$ 20 mil, R$ 4 mil a menos que o valor de mercado.

“Vai ficar bem mais barato pra mim. Se eu comprasse um desse novo pagaria o dobro”, disse o garçom de Batatais (SP), que tem renda mensal de R$ 2,5 mil e queria trocar seu Fiat Palio básico modelo 2004.

Ele exemplifica um comportamento comum nas concessionárias depois que o governo federal anunciou os descontos do IPI para veículos zero-quilômetro em 21 de maio. Com a queda de até 7% para automóveis novos, as lojas tiveram que se adaptar para garantir rotatividade do estoque de usados.

“Como reduziu o preço do zero-quilômetro, o seminovo despencou”, afirmou o gerente de vendas Luciano Henriques, que aplicou o mesmo percentual de desconto do IPI sobre os valores previstos na tabela Fipe para carros usados, logo após o anúncio da redução do imposto.

Com o desconto, um carro com vários itens de série como um Honda Civic 1.8, modelo 2008, com ar condicionado, freios ABS, bancos de couro e câmbio automático teve o valor reduzido de R$ 54 mil para R$ 48 mil, segundo Henriques.

A estratégia, segundo ele, deve garantir um aumento de 65% nas vendas de seminovos em junho se comparado a maio. “O cliente enxerga a oportunidade de comprar um carro mais completo por conta dessa redução”, afirmou, ainda que as taxas de juros mensais para os usados sejam mais altas – de até 1,79% – em relação aos novos – até 1%.

Procura tão acentuada que fez Araújo, citado no início da reportagem, perder o negócio. Foi só na hora de fechar com o vendedor que ficou sabendo: o carro escolhido tinha sido vendido minutos antes para outro cliente. “Não deu certo”, lamentou.

fonte: Rodolfo Tiengo


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