O novo Chevrolet Spin chega para substituir Meriva e Zafira

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A Chevrolet lançou oficialmente na manhã de hoje (28) sua mais nova minivan, a Spin. O modelo partirá de R$ 44.590 na versão manual de entrada LT com cinco lugares, e com sete lugares na versão LTZ a partir de R$ 50.990.

A versão topo de linha, com câmbio automático, sai a partir de R$ 54.690. A Spin chega para substituir de uma só vez Meriva e Zafira que, segundo a GM, ainda não possuem data de despedida. No entanto, ambas devem deixar o mercado até o final do ano.

Com a mesma carroceria, o modelo pretende atacar rivais como os Nissan Livina e Grand Livina com espaço para cinco ou sete ocupantes. Sob o capô, a minivan da Chevrolet virá equipada com o velho motor 1.8 8V já conhecido, mas que agora ganhou melhorias no sistema de admissão de ar e escape e leva o nome Econo.Flex.

Ele rende agora 108 cv de potência e até 17,1 kgfm a 3.200 rpm com etanol. O câmbio pode ser manual de 5 velocidades ou automático de 6 velocidades com trocas sequenciais, a mesma caixa de transmissão utilizada no sedã médio Cruze.

Todas as versões da Spin virão equipadas com ar-condicionado, direção hidráulica, freios ABS, airbag duplo e trio elétrico. As rodas podem ser de ferro ou de liga, sempre aro 15 e com pneus 195/65. A dianteira é moderna e e tem faróis esticados que lembram os da picape S10.

A lateral traz linhas muito semelhantes às do Cobalt, que começam no farol e na lanterna, terminando nas portas. O porte é mais para Zafira do que para a Meriva, enquanto a traseira causará divergências por privilegiar o espaço e não o visual.

Com 2,62 m de distância entre-eixos, a Spin ficou com espaço limitado nos bancos traseiros, embora a montadora alegue que seu foco é a versatilidade. Mesas do tipo avião? Esqueça, os bancos traseiros sequer possuem sistema de correr, tudo para evitar alto preço.

Na terceira fileira de bancos, o modelo da Chevrolet leva a melhor comparado ao Nissan. O banco rebate por meio de uma alça na parte inferior do encosto, e o acesso é fácil. O espaço para a cabeça é excelente.

Há 23 combinações de posicionamento dos bancos na versão de sete lugares, o que facilita o transporte de bagagens. Levar pequenos objetos também é simples, por conta dos 32 porta-trecos espalhados pela cabine.

O porta-malas, de acordo com a GM, é o maior da categoria: 710 l na versão de cinco lugares, podendo chegar a 1.168 l com os bancos rebatidos.

A sensação de espaço é boa na frente, mas há costuras falhas e falta uma simples lâmpada nos espelhos do quebra-sol. A posição de dirigir ficou mais alta, graças ao ponto H (localizado na junção entre o assento e o encosto dos bancos) erguido em 6 cm em relação ao Cobalt.

A suspensão é a mesma do sedã, com calibragem específica do conjunto de amortecedores e molas. A Spin é firme e segura nas curvas, com pouca rolagem da carroceria. Nem mesmo a elevada posição de dirigir passa insegurança. Sofre apenas quem viaja no banco de trás.

Como o assento fica praticamente em cima do eixo, os impactos são sentidos com maior intensidade. O volante regula apenas em altura, e a direção é leve e precisa.

O câmbio manual tem engates precisos e cai bem ao motor 1.8. O resultado é que, na pista de testes, o desempenho foi apenas razoável – o consumo ficará para um teste futuro, pois o carro não pôde sair do Campo de Provas da GM em nosso teste.

A versão manual acelerou de 0 a 100 km/h em 11,8 s, com o motor girando a 3.500 rpm a 120 km/h em quinta marcha.

A Spin compartilha ainda a moderna transmissão automática GF6 do Cruze. Essa foi a 100 km/h em 12,9 s. Na onda de sucesso do Cobalt, a GM espera emplacar 2.800 unidades da Spin por mês, número até conservador. Ela tem tudo para bater a meta, mas não empolga tanto com o sedã.

fonte: RICARDO SANT’ANNA


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