Governador do Rio confirma morte de mulher após incêndio no Hospital Pedro Ernesto

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O governador Sérgio Cabral informou que uma mulher morreu após inalar muita fumaça no incêndio que atingiu o Hospital Pedro Ernesto, em Vila Isabel, na Zona Norte do Rio de Janeiro, na manhã desta quarta-feira (4).

A vítima, que ainda não foi identificada oficialmente, tinha fibrose pulmonar e já estava em estágio terminal, segundo Cabral.

“Infelizmente, tivemos o óbito de uma pessoa que estava numa fase muito difícil. Evidentemente, a fumaça contribuiu para o óbito acontecer”, disse o governador.

Já o diretor do hospital, Rodolfo Acatalassu, disse que a paciente tinha um problema grave de pulmão e que a inalação de fumaça é uma das possibilidades para a morte da mulher. As circunstâncias da morte da paciente serão apuradas.

O governador também relatou que dará total apoio para a recuperação da unidade e que, após o término da perícia, vai liberar recursos para a obra de recuperação.

“Uma pena que isso tenha acontecido em uma semana como essa. Todos os hospitais universitários estavam sendo alvo de matérias negativas [por causa da greve], menos o Pedro Ernesto, que é o com o melhor atendimento. O que aconteceu hoje foi lamentável”, disse o governador, que está no local do incêndio nesta manhã.

O secretário de Saúde, Sérgio Côrtes, confirmou que 11 pacientes foram transferidos para outras unidades. Segundo ele, eram sete crianças que estavam na UTI Neonatal e quatro adultos que faziam quimioterapia.

Entre as unidades que receberam pacientes transferidos, o secretário citou o Hospital dos Servidores, no Centro do Rio, e a Maternidade Escola da UFRJ, em Laranjeiras, na Zona Sul.

Fogo em almoxarifado
O fogo começou no prédio anexo onde funciona o almoxarifado. Segundo o hospital, não houve feridos e nenhuma área de atendimento foi afetada. Por causa do incêndio, as consultas previstas para esta quarta-feira foram suspensas.

A remarcação das consultas programadas para esta quarta-feira será realizada a partir desta quinta-feira (5).

O prédio incendiado, informou a assessoria, era uma construção nova, inaugurada há cerca de um ano. O fogo destruiu todo o material do hospital – medicamentos e materiais, como luvas e seringas.

Seguranças do hospital convocaram parentes dos pacientes internados para uma reunião na quadra da unidade. A visitação de parentes aos pacientes internados será liberada às 15h.

A Secretaria estadual de Saúde informou que vai montar nesta quarta-feira, um hospital de campanha para dar suporte ao Hospital Pedro Ernesto após o incêndio. A última vez que o Hospital de Campanha foi montado foi em janeiro deste ano, em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, após as chuvas que atingiram a região.

Essa unidade já foi utilizada em grandes tragédias, como a chuva que assolou a Região Serrana no início de 2011 e o desabamento do Morro do Bumba, em Niterói, na Região Metropolitana.

Controlado
O incêndio foi controlado por volta das 7h10 desta quarta-feira pelo Corpo de Bombeiros. No entanto, segundo a corporação, por volta das 8h20, as equipes ainda combatiam alguns pequenos focos no interior da unidade.

De acordo com os bombeiros, a fumaça atingiu o quarto e o quinto andar, onde funcionam as enfermarias de cardiologia e neurologia.

Segundo a assessoria do hospital, a fumaça também chegou às enfermarias de nefrologia, cirurgia plástica e torácica, oftalmologia, ortopedia e hemodiálise.

Cerca de cem pacientes tiveram de ser transferidos de enfermaria, segundo a assessoria da unidade. O Hospital Pedro Ernesto tem atualmente cerca de 350 pacientes internadados.

Oitenta bombeiros de nove quartéis – Vila Isabel, Benfica, Tijuca, São Cristóvão, Caju, Central, Irajá, Nova Iguaçu e do Centro de Suprimento e Manutenção de Abastecimento e Lubrificação – foram acionados. De acordo com os bombeiros, a fumaça pôde ser vista do Alto da Boa Vista.

O hospital foi fechado e os funcionários que chegavam no início desta manhã ficaram do lado de fora, onde acompanharam o trabalho dos militares. A todo momento, parentes de pacientes chegavam nervosos em busca de informações.

Pacientes foram retirados da unidade por medida de segurança. Algum deles foram removidos com a ajuda da escada magirus do Corpo de Bombeiros, outros foram atendidos do lado de fora.

Por volta das 7h, houve um tumulto envolvendo pacientes e funcionários do hospital que buscavam informações e atendimento. Segundo a unidade, apenas os funcionários do hospital foram autorizados a entrar. Policiais militares reforçaram a segurança no local.

Uma mulher, que não quis se identificar, estava nervosa e chorando muito do lado de fora do hospital porque, segundo ela, a afilhada dela foi operada e ela não conseguia informações sobre a menina.

Uma das pacientes que acompanhou o combate às chamas foi Cleide Torres Costas, que pelo menos uma vez por semana precisa fazer exames e consulta.

“Eu fiz transplante de rins há três meses e há dois anos já faço tratamento aqui no hospital. Após a cirurgia tenho que vir aqui pelom menos uma vez por semana para fazer exames pela manhã e consulta à tarde. A única informação que me deram é que eu deveria aguardar para saber se vai ter a consulta às 13h”, disse ela.

Trânsito interditado
O Centro de Operações informou que a pista da esquerda da Rua Professor Manuel de Abreu foi interditada.

A pista da direita da Rua Professor Manuel de Abreu foi a opção para quem seguia para o Centro.

Também foi interditada a pista da esquerda do Boulevard 28 de Setembro, na altura da Rua Felipe Camarão. Neste trecho, a opção é a pista da direita.

Para o trabalho dos bombeiros, foi suspensa a reversível que funciona na Rua Professor Manuel de Abreu desde as 6h30. Agentes da CET-Rio auxiliam motoristas na região.

Este não é o primeiro incêndio em hospitais do Rio. Em outubro de 2010 um grande incêndio destruiu as instalações do Hospital Pedro II, em Santa Cruz, na Zona Oeste. A unidade ficou fechada por mais de um ano para ser recuperada e foi reaberta recentemente.

fonte: G1


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