Surto de rubéola em Cuiabá

crianca rubeola

Quatro meses depois do início da campanha nacional contra a rubéola, Cuiabá (MT) registrou dois casos da doença, confirmados em laboratório. As ocorrências, em um momento em que 93,3% dos brasileiros de 12 a 39 anos já estão imunizados, fizeram com que o Ministério da Saúde classificasse a situação como surto na cidade, que teve 30 casos em 2008.

Segundo o ministério, Mato Grosso foi o único Estado a apresentar casos em plena campanha. Uma força-tarefa começou a agir em Cuiabá para intensificar a vacinação até o dia 20, focada entre aqueles que ainda não se imunizaram.

Técnicos do ministério e um representante da Opas (Organização Pan-Americana da Saúde, vinculada à OMS) trabalham com os governos estadual e municipal para alcançar a meta de 95% de imunização (ou 75 mil habitantes).

A coordenadora da Vigilância Epidemiológica de Mato Grosso, Conceição Villa, classifica a situação na capital como “preocupante”. “Não deveria ter mais nenhum caso, porque estamos na busca da eliminação da rubéola. Então, quando a gente tem um caso, considerando que vacinamos um grande número de pessoas, é preocupante e provoca a necessidade de uma força-tarefa.”

Segundo a Secretaria Municipal da Saúde, 84,5% já foram vacinados. Ainda faltam quase 45 mil pessoas.

O maior alvo da campanha são os homens de 20 a 39 anos –a faixa etária que menos se protegeu e onde estão os dois casos registrados neste mês na cidade.

Jorge Medrano, consultor internacional da Opas, que está em Cuiabá, diz que é muito difícil erradicar uma doença, mas que está sendo dada “uma resposta imediata” ao aparecimento dos mais recentes casos registrados no Brasil neste ano. “Tivemos 1.800 casos identificados em todo o Brasil neste ano. Decidimos vir a Cuiabá para compartilhar a responsabilidade de interromper a cadeia de transmissão.”

Segundo ele, até o Natal, “a cadeia de transmissão da rubéola” em toda a América terá sido “totalmente cortada”. O Brasil firmou um acordo com 35 países para eliminar a rubéola até 2010.

A campanha nacional pode ir até o dia 19 de dezembro, mas as vacinas continuam disponíveis nos postos de saúde.


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