Fifa perdoa Confederação Peruana e brasileiros ficam sem vagas extras

Os torcedores e dirigentes do Internacional, campeão da Copa Sul-Americana, e do Fluminense, atual vice-campeão da Taça Libertadores, não receberam uma boa notícia na manhã deste sábado. A esperança de conseguir uma vaga na principal competição sul-americana em 2009 acabou ao mesmo tempo em que o presidente da Fifa, Joseph Blatter, durante o congresso do Comitê Executivo da entidade, em Tóquio, no Japão, aceitou o acordo assinado pela Federação Peruana de Futebol (FPF) e o Instituto Peruano do Desporto (IPD), retirando assim a suspensão imposta no fim de novembro ao Peru, que corria o risco de ficar fora de qualquer competição internacional, de clubes e seleções.

Sem fazer muito barulho, a entidade máxima do futebol publicou em seu site algumas das resoluções tomadas durante o congresso, e já no fim da nota deu seu parecer aos problemas que afetam algumas de suas federações filiadas. “The Executive Committee has agreed to lift the suspension of the Peruvian Football Association”, anunciou objetiva e oficialmente a Fifa. Assim, Universitario de Deportes, Alianza Lima e Sporting Cristal estão garantidos na Libertadores.

Depois da suspensão provisória, em 25 de novembro, um dia depois de a Conmebol anunciar o afastamento do país de competições internacionais, o futebol peruano sofreu a sua primeira baixa, com o Campeonato Sul-Americano sub-20 de seleções passando para a Venezuela, nova sede em 2009.

O problema começou quando a FPF sofreu intervenção do Governo Federal, que não reconhecia em Manuel Burga o presidente da entidade, fato não admitido pela Fifa. O IPD, por intermédio de seu presidente, Arturo Woodman, acusava a federação de intransigência por não aceitar as leis peruanas, pedindo a substituição de toda a diretoria, uma vez que Burga, reeleito em outubro de 2007, havia sido suspenso por cinco anos pelo órgão estatal em 2006.

O presidente ainda tentou junto à Fifa uma prorrogação do prazo, mas o país acabou convivendo com a punição por quase um mês. A solução para evitar um prejuízo ainda maior, já que os clubes já estavam se unindo para tirar Burga da presidência, foi a FPF e o IPD entrarem em acordo, o que aconteceu no dia 13 de dezembro. Um acordo foi firmado entre as partes e enviado à Suíça antes de o Comitê Executivo se reunir em Tóquio.

De um lado, Burgas revelou que houve boa vontade das autoridades governamentais para que os problemas sejam resolvidos. Do outro, Woodman se disse satisfeito com a negociação, ressaltando que a federação estava comprometida a resolver o problema de seu registro diante dos organismos tributário e de controle estatal. Com a suspensão revogada, uma comissão de diálogo resolverá, em consenso com o IPD e a FPF, qual será o futuro do atual comando do futebol peruano.


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