Explosivos do grupo Estado Islâmico têm componente de empresa brasileira

Grupo do Estado Islâmico

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A empresa Aldoro, de Rio Claro (SP), é citada em um relatório da Conflict Armament Research, divulgado nesta quinta-feira (25) e encomendado pela União Europeia. A pesquisa mostra que 51 empresas de 20 países diferentes estão envolvidas no fornecimento de substâncias para explosivos, que não podem ser rastreados quando chegam nas áreas de conflitos.

O relatório mostra que mais de 700 componentes, cabos e outros produtos químicos de diferentes países foram utilizados pelo grupo Estado Islâmico na fabricação de bombas. A empresa brasileira Aldoro, que fabrica pigmentos metálicos de alumínio e pasta de alumínio, é citada no documento.

Aldoro suspendeu vendas para a Turquia

“Brasília nos ligou para dizer que um balde de nosso produto,que pode ser usado em explosivos, havia sido encontrado na Síria”, explicou o diretor da Aldoro, Stassan Martendal, à RFI Brasil. A empresa, que exportava as substâncias para a Turquia e a Jordânia, suspendeu as vendas há seis meses.

“É impossível rastrear o que acontece com o produto ao chegar nesses países que fazem fronteira com a Síria”, explica Martendal. Ele não vê maneiras legais atualmente de impedir esse comércio clandestino. Na Jordânia, o representante da empresa é a Al-Kinz River For Chemicals Indsutrial & Commercial. Na Turquia, o nome do distribuidor é a Gultas Kymia.

Companhias turcas lideram fornecimento

Treze companhias turcas participam da cadeia de abastecimento do grupo Estado Islâmico. O relatório chama a atenção para o fato de o país funcionar como “ponto de distribuição” dos componentes usados pelos extremistas. Tratam-se de substâncias explosivas, contêineres, cordas, vendidas ou fabricadas na Turquia e em seguida adquiridas pelo grupo na Síria e no Iraque. Esses distribuidores turcos repassaram material produzido no Brasil, China, Índia, Holanda, Romênia e Rússia para intermediários de membros do EI no Iraque e na Síria.

Outros componentes, como detonadores, vêm principalmente da Índia e são exportados para o Líbano e a Turquia antes de irem parar nas mãos dos terroristas. Eles também utilizam controles remoto usados nas áreas de conflitos iraquianas, cujos transístores ou microprocessadores são fabricados em diferentes empresas da Suíça, Japão e Estados Unidos.

Fonte: msn/noticias/mundo


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