Bélgica prende sexto suspeito na investigação dos atentados de Paris e Bruxelas

Bélgica prende sexto suspeito na investigação dos atentados de Paris e Bruxelas

Bélgica prende sexto suspeito na investigação dos atentados de Paris e Bruxelas

Um sexto homem foi detido na sexta-feira (8) à noite em Bruxelas, durante uma operação da polícia sobre os atentados na capital belga, anunciou neste sábado (9) um porta-voz da Procuradoria Federal. De acordo com o canal VRT, o sexto suspeito é um cidadão de Bruxelas condenado durante um processo contra o grupo islamita Sharia4Belgium na Antuérpia.

A detenção na sexta-feira de Mohamed Abrini e dos outros suspeitos confirma o vínculo entre os atentados de 13 de novembro em Paris e os ataques de 22 de março na capital belga, segundo as autoridades. O belga-marroquino era objeto de uma ordem de detenção europeia desde 24 de novembro, como o segundo homem mais procurado pela polícia após os atentados na capital francesa.

Suspeito de colaboração logística nos atentados de Paris, Abrini pode ser o “terceiro homem” nas explosões do aeroporto Zaventem de Bruxelas, popularmente conhecido como o “homem de chapéu”, que fugiu depois do atentado. A Procuradoria Federal belga informou que a hipótese não foi confirmada.

Na quinta-feira, a polícia belga fez um apelo a testemunhas para tentar localizar o suspeito, registrado pelas câmeras de segurança do aeroporto ao lado de Ibrahim El-Bakraoui e Najim Laachraoui, os homens-bomba da sala de embarque.

A Procuradoria divulgou um vídeo do “homem de chapéu”, captado por diversas câmeras de segurança em sua fuga, a pé, até que seu rastro foi perdido no centro de Bruxelas, duas horas depois das explosões. Um investigador, citado pelo jornal La Libre Belgique, expressou dúvidas se o detido seria o “homem de chapéu”, levando em consideração o tipo físico de Abrini.

A rede terrorista de Molenbeek

A detenção na sexta-feira (8) de Mohamed Abrini e de outros cinco suspeitos, na Bélgica, confirma o estreito vínculo entre os atentados de 13 de novembro de 2015 em Paris e os de 22 de março em Bruxelas. Nos dois ataques, que deixaram 162 mortos, muitos suspeitos eram procedentes do bairro de Molenbeek, na capital belga, entre eles Abdelhamid Abaaoud, que teve um papel chave em Paris, e Salah Abdeslam, detido em 18 de março.

A investigação prossegue e, de acordo com o canal de língua francesa RTBF, uma importante operação aconteceu em um depósito do bairro de Etterbeek, em Bruxelas. Algumas pessoas foram impedidas de retornar para suas casas.

Mohamed Abrini deu apoio logístico aos ataques

Os investigadores suspeitam que Mohamed Abrini viajou de carro com Salah Abdeslam, último sobrevivente dos comandos que atacaram Paris, e seu irmão Brahim – que detonou sua carga explosiva nas ruas de Paris – duas vezes, nos dias 10 e 11 de novembro, entre Bruxelas e Paris, pouco antes dos atentados.

De acordo com a Procuradoria belga, durante as viagens os três alugaram os esconderijos na região parisiense utilizados pelos comandos terroristas de 13 de novembro.

Abrini cresceu no bairro belga de Molenbeek, como Abdeslam, que está detido desde 18 de março na área de segurança máxima da prisão de Brugges, à espera da extradição para a França.

Suspeito sueco pode ter participado de explosão no metrô

Poucas horas antes da detenção de Abrini, a polícia prendeu outros dois indivíduos, um deles identificado como Osama Krayem, também conhecido como Naim Al-Ahmed. Segundo a imprensa belga, Krayem nasceu na Suécia em 1992 e é morador de um bairro popular de Malmo.

Os investigadores belgas suspeitam que Krayem pode ser a pessoa filmada pelas câmeras de segurança do metrô Bruxelas quando conversava com Khalid El-Bakraoui antes que este último detonasse sua carga explosiva na estação de Maalbeek, em 22 de março, no coração do bairro europeu da capital belga.

De acordo com a investigação, Abdeslam levou o amigo Krayem de carro de Ulm, na Alemanha, até a Bélgica em 3 de outubro, mais de um mês antes dos atentados de Paris. A polícia também deseja confirmar se esta pessoa foi a mesma que comprou as mochilas utilizadas pelos terroristas de Bruxelas.

Fonte: msn/mundo/ AFP


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