Grupo protesta em frente à casa de Bolsonaro no Rio de Janeiro

Grupo protesta em frente à casa de Bolsonaro no Rio de Janeiro

Grupo protesta em frente à casa de Bolsonaro no Rio de Janeiro

Movimento Levante Popular da Juventude grita palavras de ordem contra o deputado federal e a favor da presidente Dilma

Cerca de 50 pessoas realizam deste a manhã deste domingo (24) um ato em frente a casa do deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ), na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.

O grupo ligado ao movimento estudantil Levante Popular da Juventude carregava faixas e cartazes contra o parlamentar e o impeachment da presidente Dilma Rousseff. Os manifestantes criticaram o discurso de Bolsonaro na votação do processo, em que o político homenageou o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, reconhecido pela Justiça como torturador na ditadura militar.

Os manifestantes picharam a rua com a frase “Bolsonaro Golpista”, a mesma escrita em em uma faixa erguida pelo grupo. Nos cartazes, as caricaturas representavam Bolsonaro com o símbolo da suástica, utilizado por grupos nazistas. Com carros de som e instrumentos musicais, o grupo também encenou o discurso do parlamentar, caracterizado como o líder nazista Adolf Hitler.
Estamos aqui contra o discurso de ódio fascista. Sabemos que ele é o que há de mais podre na política brasileira, a ponta de lança do fascismo. Não vamos nos calar” , afirmou a manifestante Isis Araújo, em vídeo publicado na página do movimento estudantil na internet.

Os manifestantes marcharam pela orla em frente ao condomínio do parlamentar, chamado de “Bolsomonstro”, “rato” e “golpista”, em referência ao seu apoio ao impedimento da presidente.

Em seu perfil no Facebook, o deputado se manifestou sobre o movimento em frente à sua casa. “Meu condomínio está cercado por simpatizantes do PT. Estão ameaçando invadi-lo. Espero que não cometam essa loucura”, escreveu Bolsonaro.

Durante a votação do impeachment, em 17 de abril, Bolsonaro declarou voto pela “memória do Coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, o pavor de Dilma Rousseff”. A conduta do parlamentar na votação é alvo de questionamentos da OAB junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) por violação dos direitos humanos. O caso também é investigado pelo Ministério Público Federal.

Ustra chefiou o Doi-Codi de São Paulo entre 1971 e 1974. O órgão era responsável pela repressão a militantes contrários à ditadura. Morto em 2015, Ustra foi o primeiro militar a responder um processo de tortura durante a ditadura. Ele é apontado como torturador da presidente Dilma, que na época militava em organizações clandestinas.

O grupo Levante Popular pela Juventude é o movimento que realiza desde a quinta-feira (21) atos contra o vice-presidente Michel Temer (PMDB-SP). Em reação ao protesto, o vice-presidente antecipou a viagem de volta à Brasília – o peemedebista saiu do local agachado no carro para evitar abordagens. No dia seguinte, entretanto, cerca de 150 manifestantes realizaram novo ato no Palácio do Jaburu, residência oficial do vice-presidente, em Brasília.

No local, os ativistas alteraram placas de sinalização com faixas com a inscrição “QG do Golpe”. Os protestos do grupo, conhecidos como escracho, visam ao constrangimento dos políticos favoráveis ao processo de impeachment e à ditadura.

Fonte: Último Segundo/Política/Estadão


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