Brasil tem comemorações e protestos a favor e contra políticos no 1º de Maio

Brasil tem comemorações e protestos a favor e contra políticos no 1º de Maio

Brasil tem comemorações e protestos a favor e contra políticos no 1º de Maio

Em São Paulo, Dilma discursa em evento da CUT na região central. Força Sindical reúne multidão contra o governo

O 1º de Maio é de comemorações e protestos na cidade de São Paulo. Enquanto alguns aproveitam a data para defender o impeachment de Dilma Rousseff, outros demonstram apoio à presidente. Ainda há um grupo que protesta na Avenida Paulista.

Oposição ao governo

Na praça Campo de Bagatelle, na zona norte, a Força Sindical faz sua tradicional festa e reúne uma multidão desde a manhã deste domingo em ato com sorteios de brindes e shows. Trechos da Avenida Braz Leme estão interditados em duas faixas. O tom das manifestações é contra Dilma Rousseff, a favor do processo de impeachment.

Vaias a Marta Suplicy
A senadora Marta Suplicy (PMDB-SP) foi vaiada durante discurso no ato. Os gritos começaram quando a peemedebista, provável candidata do partido à Prefeitura de São Paulo, foi anunciada, e continuaram durante seu breve discurso.

Marta disse que “o País tem jeito” e que há “uma luz no fim do túnel”, em referência à possibilidade de o vice-presidente Michel Temer (PMDB) assumir a Presidência.

“Daqui a 10 dias teremos mudanças”, disse a senadora, sobre a possível data da votação da admissibilidade do pedido de impeachment de Dilma Rousseff no Senado. Em caso de aprovação, a presidente será afastada do cargo por 180 dias, período em que o vice assume. Marta deixou o evento logo após o discurso, sem falar com a imprensa.
O evendo da Força Sindical também tem a presença de parlamentares da oposição. Anfitrião do evento, o deputado Paulo Pereira da Silva (SD-SP), o Paulinho da Força, chegou a cantar uma música usada em atos de rua pró-impeachment, sem empolgar o público. O deputado Major Olímpio repetiu no palco a palavra “vergonha” que gritou na posse do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como ministro-chefe da Casa Civil. “Vamos tirar o PT do poder”, emendou.

O deputado Antonio Imbassahy, líder do PSDB na Câmara, afirmou que os deputados que estavam ali “cumpriram a obrigação votando pelo afastamento de uma presidente que cometeu crimes de responsabilidade e mentiu para a população”. “Faltam poucos dias para o Senado afastar esse governo que tem maltratado o trabalhador”, completou.

“Temos que dar um basta nesta situação e afastar o PT do poder”, também disse Mendonça Filho (PE), líder do DEM na Câmara.

Dilma e seus aliados

No centro de São Paulo, a CUT (Central Única dos Trabalhadores) e entidades ligadas ao governo e ao PT também organizam sua comemoração pelo Dia do Trabalho. A presidente Dilma Rousseff veio para São Paulo nesta manhã para participar do evento e discursou para os manifestantes por volta de 14h.

Segundo Vágner Freitas, presidente CUT, essa é uma união “histórica da esquerda brasileira” pela “a luta pela democracia”. “Todos nós unificamos para defender a democracia, porque nós sabemos que o golpe é contra a Dilma e Lula, mas principalmente contra os trabalhadores. O golpe é para retirar direitos, acabar com a CLT, com a política de valorização do salário mínimo e com os benefícios sociais”, afirma.

O presidente nacional do PT, Rui Falcão, também destacou a união da esquerda contra o impeachment da presidente Dilma. “Acho que o mais importante é manter todos esses grupos e todas essas entidades que tem resistido ao golpe. É fundamental neste momento manter essa unidade para continuar combatendo o golpe. Temos a votação no Senado e, independentemente desse resultado, não vamos reconhecer a legitimidade de um governo que tenta assumir sem o voto popular. Isso não é só um atentado à democracia. É uma regressão social, política e cultural porque pela pauta apresentada por quem pretende sentar na cadeira antes da hora, são privatizações em série, mudanças no regime de aposentadoria, um ataque à Petrobras”.

Avenida Paulista

A avenida já virou palco tradicional de manifestações e, nesta manhã, um grupo se reuniu no vão livre do MASP para protestar contra os políticos. A Central Sindical Popular (Conlutas), PSOL e PSTU pediram a realização de novas eleições gerais no país.

Dirigente da Confederação Brasileira dos Aposentados, Pensionistas e Idosos, Josias de Mello, disse que a categoria teme a retirada de direitos trabalhistas diante do atual cenário político. “Nós, trabalhadores aposentados, estamos sendo também atacados, por isso dizemos fora todos. A reforma da Previdência, o ajuste fiscal vai vir agora, prejudicando a classe trabalhadora e os aposentados”, afirmou.

Os manifestantes falavam ser contrários à presidenta Dilma Rousseff, ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ); ao vice-presidente Michel Temer; ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL); e ao governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB). Eles defendiam a saída de todos esses políticos dos respectivos cargos.

Outras cidades

Outras capitais também têm atos neste Dia do Trabalho. Manifestantes levam cartazes para as ruas de Recife, Belo Horizonte e mais cidades. No Rio de Janeiro, centenas de pessoas participaram, no Aterro do Flamengo, de um ato contra o processo de impeachment de Dilma Rousseff nesta manhã.

A manifestação, promovida pela Frente Brasil Popular, contou com apresentações musical e teatral, além de discursos de políticos do PT e artistas.

“Hoje nós passamos por um momento complicado da história do nosso país, principalmente em relação à democracia. A gente sabe o que ocorre quando a democracia está em xeque. Quando a democracia é prejudicada, o trabalhador é o próximo a ser prejudicado”, falou o vice-presidente estadual do PT no Rio, Ricardo Pinheiro.

Fonte: Último Segundo/Brasil


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