Comissão aprova abertura de impeachment; Dilma pode ser afastada na quarta-feira

Comissão aprova abertura de impeachment; Dilma pode ser afastada na quarta-feira

Comissão aprova abertura de impeachment; Dilma pode ser afastada na quarta-feira

Após aprovação do relatório de Anastasia em comissão especial, texto vai ao plenário do Senado, onde precisa apenas de maioria simples para julgamento ser aberto pela Casa

A Comissão Especial do Impeachment do Senado Federal aprovou o relatório que pede a abertura de processo contra Dilma Rousseff, em sessão realizada nesta sexta-feira (6). Com a decisão, o texto segue para o plenário da Casa, que deve votá-lo já na próxima quarta-feira (11), quando a presidente pode ser afastada do cargo.

Baseado no parecer aprovado pela Câmara dos Deputados no último dia 17 – embasado na denúncia dos juristas Miguel Reale Júnior, Hélio Bicudo e Janaína Paschoal –, o texto de autoria do senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), desde sua indicação para a relatoria da ação com posição abertamente favorável ao impeachment, aprovou o relatório por 15 votos a 5. Nenhum parlamentar se absteve de votar.

aprovação do texto dá corpo ao processo que pede a saída da presidente do Palácio do Planalto já que, agora, ele segue para o plenário da Casa, onde necessita apenas de maioria simples de votos (41 entre os 81 senadores) para que o julgamento seja aberto.

A partir daí, Dilma é afastada da Presidência da República por até 180 dias, tendo seu salário cortado pela metade, e o vice Michel Temer assume a função interinamente até o fim do processo – podendo prolongá-la até o fim do mandato de sua chapa com o PT, em 2018, caso o impeachment seja aprovado.
Antes da votação, por urna eletrônica, os líderes dos partidos da Casa se pronunciaram a respeito do processo, o que escancarou a grande derrota que Dilma sofreria na comissão. No total, 11 encaminharam voto favorável à continuidade da ação do impeachment – PP, PR, PSC, PV, PSB, PMDB, PSD, DEM, PTB, PSDB e PPS.

A sessão da votação durou cerca de duas horas – os senadores, no entanto, levaram poucos minutos para votar.

Bate-boca e críticas
Apesar da previsão do presidente do grupo, Raimundo Lira (PMDB-PB), de que a sessão seria marcada pela calmaria entre os senadores, até pelo fato de a comissão no Senado ter se mostrado bem menos barulhenta do que a da Câmara ao longo das últimas semanas, houve bate-boca antes da votação que definiu a continuidade da ação contra a Dilma.
Líder do PSDB na Casa, o senador Cássio Cunha Lima (PB) atacou Lindbergh Farias (PT-PB) por ter postado em sua página no Facebook que o presidente nacional dos tucanos, Aécio Neves (MG), seria contra alguns direitos trabalhistas. Ele chamou o petista de “oportunista” e “mentiroso”, e contou com o apoio de Aloysio Nunes (SP). Farias se defendeu, afirmando que confia na sua assessoria, responsável pela atualização das redes sociais.

Outro ponto bastante contestado por senadores, desta vez da ala governista, foi a respeito da decisão do Supremo Tribunal Federal de afastar Eduardo Cunha (PMDB-RJ) da Câmara dos Deputados, votada na véspera. Para os parlamentares, isso tornaria o processo de impeachment nulo já que foi o deputado, réu na Operação Lava Jato, o responsável pela admissibilidade da denúncia que embasa o processo contra Dilma. Vanessa Grazziottin (PCdoB-AM) chamou a comissão de “um colégio eleitoral de exceção”.

“Tivemos de nos contorcer pra acompanhar os trabalhos e produzir o relatório”, amenizou Anastasia em entrevista após a votação. “É um processo complexo. Chegamos a uma primeira etapa, ainda há uma segunda etapa. Agora é com o Renan.”

Fonte: Último Segundo/Politica


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