Cauby Peixoto: dono do timbre aveludado, cantor foi o maior de sua geração

Cauby Peixoto: dono do timbre aveludado, cantor foi o maior de sua geração

Cauby Peixoto: dono do timbre aveludado, cantor foi o maior de sua geração

Em 60 anos de música, cantor eternizou canções como “Conceição” e “Blue Gardênia”; relembre sua trajetória

A voz potente, grave e ao mesmo tempo aveludada de Cauby Peixoto foi (e para sempre será) o maior legado do cantor, morto aos 85 anos na madrugada desta segunda-feira (16). Há 60 anos, um dos maiores ícones da música brasileira iniciava sua carreira chamando a atenção pelo timbre único e o estilo próprio de cantar.

Em suas primeiras aparições nos programas de calouros das rádios, Cauby já brilhava com sua extravagância. Mas foi durante a febre do jazz moderno e sob a influência do cinema norte-americano, nos anos 50, que o cantor fez história. Na era de ouro do rádio, ele reinou e consolidou sua marca através de sambas, marchas e baiãos. Em 1956, seu maior hit, “Conceição”, foi lançado e, Cauby, imortalizado.

Ícone pop, Cauby Peixoto marcou presença na trilha sonora de filmes, construiu uma carreira internacional e conquistou sua própria legião de fãs com a ajuda do empresário Di Veras, ao seu lado durante 50 anos de carreira. O parceiro foi responsável pelo marketing do cantor e inventou noivados e histórias que o mantiveram sempre na mídia. Antes do apelo da televisão, Cauby já se transformou no ídolo da juventude feminina à sua maneira.
Ao longo de 60 anos de carreira, 49 álbuns foram lançados e dezenas de sucessos, entre originais e reinterpretações, como “Conceição”, “Blue Gardênia”, “A pérola e o rubi”, “Tarde fria”, “Lábios que eu beijei”, “Solidão”, “A noiva”, “Molambo”, “É tão sublime o amor”, e “New York, New York”, imortalizada na voz de Frank Sinatra.

Em 1995, Cauby gravou pela Som Livre o CD “Cauby canta Sinatra” ao lado de grandes nomes da MPB como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Gal Costa, Zizi Possi, e de uma estrela internacional, Dionne Warwick, interpretando clássicos da carreira do cantor norte americano.
Em 1980, Cauby grava o LP “Cauby! Cauby!”, em comemoração aos seus 25 anos de carreira. No disco, destaque para a gravação de “Bastidores”, de Chico Buarque e “Loucura”, de Joanna e Sarah Benchimol. A música título do disco foi composta especialmente por Caetano Veloso.
Sob o pseudônimo Ron Coby, Cauby Peixoto conquistou também sua fama internacional. Chamado de “Elvis Presley brasileiro” pela revista “Time”, o cantor gravou um álbum em inglês. Com “Blue gardênia”, ele chegou a um novo patamar ao interpretar a música-tema da produção hollywoodiana de mesmo nome.

A grande parceira de palco foi sua amiga Ângela Maria, com quem gravou três discos, “Ângela e Cauby”, “Ângela e Cauby ao vivo”, e “Reencontro”. Juntos, eles estavam em turnê, chamada “120 anos de Música”, em que celebram os anos de carreira de cada um.

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Fonte: Último Segundo/Gente/Cultura/Ig. São Paulo


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