“Ataque do EI no Afeganistão é um crime de guerra”, diz Nações Unidas

"Ataque do EI no Afeganistão é um crime de guerra", diz Nações Unidas

“Ataque do EI no Afeganistão é um crime de guerra”, diz Nações Unidas

Ataque suicida na capital afegã aconteceu durante um protesto pacífico do grupo minoritário Hazara, deixando oitenta mortos e centenas de feridos


A Organização das Nações Unidas descreveu o ataque suicida que matou oitenta pessoas no Afeganistão neste sábado (23) como um “crime de guerra”. Segundo o órgão, os responsáves pelo ato de terror contra manifestantes que participavam de um protesto pacífico em Cabul serão responsabilizados.
“Um ataque deliberado que tinha como alvo um grande grupo de pessoas é um crime de guerra…É uma tentativa de espalhar o terror entre os civis e reprimir a liberdade pela qual o povo afegão se sacrificou tanto para conquistar”, disse o representante especial das Nações Unidas para o Afeganistão Tadamichi Yamamoto.

Em entrevista à emissora de TV americana CNN, a jornalista freelancer afegã Fatima Faizi descreveu o que presenciou no momento do ataque. “Vi centenas de pessoas ensanguentadas e outras centenas tentado fugir”, contou.

Sayed Hame participou do protesto, mas deixou a manifestação antes das explosões. No momento do ataque, ele estava a dois quilômetros da cena. “Estava no meu hotel quando vi algumas pessoas chorando e outras correndo do local”, disse. “Foi muito triste, estavam todos tentando encontrar seus amigos e familiares”.

O ataque, o pior em meses em número de mortes, direcionou as atenções, antes dadas para o Talibã, para o Estado Islâmico. De acordo com informações divulgadas na internet pelo EI, dois terroristas detonaram bombas entre os manifestantes. O terceiro autor do ataque foi morto pelas forças de segurança antes de detonar o terceiro explosivo, de acordo com um oficial da segurança afegã que não quis ter a identidade revelada.
As explosões em Cabul aconteceram durante um protesto do grupo minoritário Hazara perto do Parlamento afegão e da Universidade de Cabul.
Os hazaras são em grande parte muçulmanos xiitas, enquanto a maioria dos afegãos é sunita. Essa foi a segunda manifestação realizada pelos hazaras por causa da linha de transmissão. A anterior, em maio, atraiu milhares de pessoas e também fechou o distrito comercial da cidade. A marcha de maio contou com a presença de líderes políticos hazara, que estavam ausentes na manifestação deste fim de semana.

No auge da marcha deste sábado, manifestantes gritaram palavras de ordem contra o presidente Ghani e o chefe do Executivo, Abdullah Abdullah, exigindo o fim da discriminação contra a etnia.

A linha de transmissão, conhecida como Tutap, é financiada pelo Banco Asiático de Desenvolvimento e tem participação do Turcomenistão, Usbequistão, Tajiquistão, Afeganistão e Paquistão. No plano original, a linha passava pela província de Bamiyan, onde vive a maior parte dos hazaras. O curso foi alterado em 2013, pelo governo anterior. Líderes do protesto disseram que a mudança é uma prova da inclinação contra a comunidade hazara, que corresponde a cerca de 15% da população do Afeganistão, estimada em 30 milhões.

Fonte: Último Segundo/Mundo/Com informações da CNN e do Estadão Conteúdo


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