Déficit de professores triplica na gestão Haddad e chega a 4,7 mil profissionais

Déficit de professores triplica na gestão Haddad e chega a 4,7 mil profissionais

Déficit de professores triplica na gestão Haddad e chega a 4,7 mil profissionais

Dados são da própria Secretaria de Educação da Prefeitura de São Paulo; atualmente, capital paulista conta com um total de 62 mil docentes na rede

As escolas da rede municipal de São Paulo precisariam contratar, atualmente, de 4,7 mil docentes para dar conta do número de alunos matriculados, segundo a Secretaria de Educação da Prefeitura. O dado revela que o déficit de professores quase triplicou durante a gestão do atual prefeito, Fernando Haddad (PT).

A capital paulista conta atualmente com 62 mil professores. O déficit afeta todas as etapas atendidas pela rede municipal de ensino, mas é ainda mais grave no Ensino Fundamental II – ou seja, do 6º ao 9º ano –, que precisaria contar com um acréscimo de 3,1 mil docentes.
A Secretaria de Educação informou que apesar da falta de profissionais, não há crianças sem aula. Na maior parte dos casos, os professores ficam sobrecarregados, com mais alunos em sala do que o recomendado. De acordo com a norma municipal, classes do Ensino Fundamental – fase em que a defasagem é mais grave – não devem comportar mais do que 33 alunos.

As regiões periféricas são as mais afetadas pelo problema. O bairro do Campo Limpo, na zona sul, é o que mais sofre com o déficit de professores e precisaria ter mais de mil docentes contratados. Em seguida no ranking, estão as regiões de Pirituba e Capela do Socorro
Defesa

Para justificar o déficit dos últimos quatro anos, a Secretaria Municipal da Educação mencionou o aumento do número de vagas na rede pública “ocorrida com a construção de novas unidades educacionais e com o aumento no número de classes em escolas já existentes”.

A pasta declarou também que houve aumento no número de profissionais aposentados e exonerados no mesmo período. Em 2012, a rede municipal registrou 1,2 mil aposentadorias – número que praticamente dobrou em 2014, ano em que se aposentaram 2.3 mil docentes.
Meta

O presidente do Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal de São Paulo (Sinpeem), Claudio Fonseca, tem pressionado para que os aprovados no último concurso, realizado em 2015, sejam convocados com urgência.

Em nota, a Secretaria informou que a meta é nomear 1,4 mil professores até agosto, além de 350 diretores e 90 supervisores. A pasta disse ainda que durante a gestão Haddad nomeou quase 16,8 mil profissionais, entre eles professores de Educação Infantil e Ensino Fundamental, além de coordenadores pedagógicos e auxiliadores técnicos de educação.

Fonte: Último Segundo/Educação/Com informações do Estadão Conteúdo


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