Boxeador acusado de estupro teve de ser preso “por ser estrangeiro”

Boxeador acusado de estupro teve de ser preso "por ser estrangeiro"

Boxeador acusado de estupro teve de ser preso “por ser estrangeiro”

Hassan Saada tentou beijar uma das camareiras, impedindo, à força, que ela se desvencilhasse, tentando acuar, da mesma forma a outra camareira

A juíza Larissa Nunes Saly, do Juizado do Torcedor e Grandes Eventos, considerou necessária a prisão do lutador de boxe marroquino Hassan Saada, por estupro, “considerando o fato de se tratar de atleta estrangeiro, sem residência fixa no país”.
O argumento consta na decisão da juíza, que determinou prisão temporária por 15 dias do atleta, na manhã desta sexta-feira. De acordo com a denúncia recebida pela Justiça, Saada é acusado de atacar sexualmente duas camareiras que efetuavam limpeza no quarto do atleta na Vila Olímpica, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio, na última quarta-feira.
As vítimas narraram que estavam trabalhando na limpeza, na ala da vila destinada à delegação marroquina, quando o acusado pediu para fazer uma foto. Em seguida, ele tentou beijar uma das camareiras, impedindo, à força, que ela se desvencilhasse, tentando acuar, da mesma forma a outra camareira. O boxeador foi acusado pelo artigo 213 do Código Penal – o crime de constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a ter conjunção carnal ou a praticar ou permitir que com ele se pratique outro ato libidinosos. A pena é de seis a dez anos de prisão.

“É necessária a prisão do indiciado à complementação das investigações, mormente porque, livre, o mesmo pode influenciar as diligências necessárias e, até, reincidir na prática de violência de gênero, eis que dois já são os fatos. Saliente-se que o mesmo não possui residência fixa no país, eis que atleta de delegação olímpica estrangeira, o que dá flagrante dimensão de risco de sua evasão, frustrando a eventual aplicação da lei penal”, disse a juíza.

A Polícia Civil informou que prendeu o boxeador pelo crime de estupro. As investigações forma feitas pela 42ª Delegacia de Polícia (Recreio dos Bandeirantes). A prisão foi feita pela delegada Carolina Salomão. A investigação do caso foi conduzida pelo delegado Eduardo Ozório, que coletou provas do crime e representou pela decretação da prisão temporária do atleta.

Fonte: Último Segundo/Olímpiadas 2016/Ig. São Paulo


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