Presidentes aliados de Dilma prometem retaliações diplomáticas contra Temer

Presidentes aliados de Dilma prometem retaliações diplomáticas contra Temer

Presidentes aliados de Dilma prometem retaliações diplomáticas contra Temer

Enquanto Bolívia e Equador afirmam que mandarão embaixadores no Brasil voltarem a seus territórios, Venezuela diz que congelará relações com País

Após a aprovação pelo Senado Federal do impeachment de Dilma Rousseff, presidentes de países sul-americanos aliados ao Partido dos Trabalhadores anunciaram retaliações contra o governo Michel Temer como forma de mostrar repúdio à decisão do Congresso Nacional, tomada em votação realizada nesta quarta-feira (31).
Mais radical entre os parceiros do Brasil, o governo da Venezuela afirmou que, por se “solidarizar com o povo brasileiro”, congelará as relações diplomáticas com o País. Assim como anunciaram os presidentes do Equador e Bolívia pouco antes, os venezuelanos afirmaram que chamarão o embaixador de volta ao seu território após a realização do que chamaram de “golpe parlamentar”.
“Da mesma forma, iniciaremos um conjunto de consultas para apoiar o povo desta nação irmã, que viu se tornar vulnerável seu sistema democrático e desesperançadas suas conquistas sócio-econômicas”, diz a nota.
Presidente do Equador, Rafael Correa usou sua página oficial no Twitter para chamar a destituição de Dilma de “apologia ao abuso e à traição” ao confirmar que trará o embaixador de volta a seu país.
“Jamais compactuaremos com essas práticas, que nos recordam as horas mais obscuras de nossa América. Toda a nossa solidariedade à companheira Dilma, a Lula e a todo o povo brasileiro. Até a vitória, sempre”, postou o mandatário.
O presidente da Bolívia, Evo Morales, que já havia dito que chamaria seu representante no Brasil de volta caso o impeachment de Dilma fosse aprovado no Senado, também se manifestou na rede social: “A Bolívia convocará seu embaixador. Defendemos a democracia e a paz.”
Após o Senado decidir pelo afastamento de Dilma, em maio, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, já havia tomado medida semelhante à desta quarta-feira ao convocar de volta para seu país o embaixador venezuelano no Brasil. Até esta publicação, o Ministério das Relações Exteriores não havia se manifestado sobre as decisões dos governos parceiros do País.
O impeachment foi aprovado pelo Senado por um total de 61 votos a 20. Não houve abstenção. Depois de aprovar a perda do mandato, no entanto, a Casa manteve, por 42 a 36, os direitos políticos da presidente afastada, mantendo a possibilidade de a petista ocupar cargos públicos. Neste último, houve três abstenções.
Fonte: Último Segundo/Brasil/Com informações da Agência Brasil


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