Após desqualificação de Temer, ministro diz que tamanho de atos é substancial

Após desqualificação de Temer, ministro diz que tamanho de atos é substancial

Após desqualificação de Temer, ministro diz que tamanho de atos é substancial

Henrique Meirelles adota discurso diferente do abraçado pelo presidente, que classifica atos contra ele como sendo de um ou outro”movimentozinho”

Dias após Michel Temer desqualificar os protestos contra seu governo, classificando-os como atos organizados por um ou outro “movimentozinho”, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles discordou do chefe e afirmou que o tamanho das manifestações é, sim, “substancial”.
O comentário sobre os atos contra Temer foi feito a jornalistas nesta segunda-feira (5), durante passagem do chefe da Fazenda pela cúpula do G-20, realizada desde o final da semana passada na cidade de Hangzhou, na China.
“Acho que 100 mil pessoas é um número substancial de pessoas”, disse Meirelles, levando em conta a somatória do número de manifestantes presentes nos atos que foram realizados no domingo em São Paulo e no Rio de Janeiro. “Mas já tivemos manifestações muito maiores.”
A relativização por parte do ministro teve como base os atos que pediam o impeachment de Dilma ainda no ano passado, que chegaram, no auge, a levar mais de 2 milhões de pessoas em um único dia às ruas em todo o Brasil.
Pressão contra Temer
O presidente tem sido alvo de protestos quase diários desde que assumiu efetivamente o Palácio do Planalto, na quarta-feira passada (31), após a votação no Senado Federal que afastou por definitivo Dilma Rousseff da Presidência da República.
Desde então, manifestações, que têm crescido em número e tamanho, vêm ocupando as ruas de diversas cidades do País, especialmente capitais como São Paulo e Rio de Janeiro, marcadas por conflitos entre policiais militares e manifestantes.
Na sexta-feira, após ter exigido de seus ministros que passem a rechaçar a tese de golpe de Estado alardeada por Dilma e seus aliados, o presidente afirmou não ver risco de contradições entre seu discurso de reunificação e repacificação nacional e as manifestações contra seu governo realizadas nos últimos dias.
“A mensagem de reunificação e repacificação nacional que eu lanço não é em benefício pessoal, mas dos brasileiros. E eu sinto que os brasileiros querem isso”, disse Michel Temer aos jornalistas que o acompanham na viagem. “Quem muitas vezes se insurge, como um ou outro movimentozinho, é sempre um grupo muito pequeno de pessoas. Não são aqueles que acompanham a maioria dos brasileiros.”
Fonte: Último Segundo/Política/Ig. São Paulo


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