Chefe da campanha de Trump renuncia após dizer que “racismo começou com Obama”

Chefe da campanha de Trump renuncia após dizer que "racismo começou com Obama"

Chefe da campanha de Trump renuncia após dizer que “racismo começou com Obama”

Kathy Miller acusa Obama de “incitar o racismo” e assegurou que os negros nos EUA “têm as mesmas oportunidades”, mas não souberam aproveitá-las

A chefe de campanha do candidato republicano à presidência dos Estados Unidos, Donald Trump, no estado de Ohio, Kathy Miller, reunicou nesta quinta-feira (22) após a grande repercurssão de sua entrevista ao periódico “The Guardian”, quando afirmou “não haver racismo” nos Estados Unidos até o presidente do Barack Obama ser eleito.

Na entrevista, Kathy afirma que “não havia racismo” nos EUA até a década de 1960. Ela culpou os próprios negros “por não terem sucesso” em suas vidas profissionais e disse que o movimento “Black Live Matter” – que luta contra a segregação racial e a repressão policial – é uma “estúpida perda de tempo”.
“Se você é negro e não teve sucesso na sua vida nos últimos 50 anos, é sua própria culpa”, declarou.
A republicana assegurou que os negros tiveram a oportunidade de “ir à escola como todo mundo” e de ter “benefícios para entrar na faculdade”. Kathy ainda acusou os negros de “não aproveitarem as vantagens que lhes foram oferecidas” e culpou Obama por incitar uma cultura de “revolta” contra o racismo. “Nós nunca tivemos problemas […] Obama perpetuou isso em nosso país”, afirmou.

Após a repercussão declarações, o coordenador de campanha do partido republicano, Mark Munroe, chamou os comentários da chefe de campanha de “insanos” e pediu sua demissão imediata.
Ao “The Guardian”, Munroe afirma que Trump tenta a reaproximação com minorias e que não deve arriscar sua campanha com esse tipo de “comentário inapropriado”. Diante da polêmica, Kathy renunciou. Trump não comentou as declarações em suas redes sociais, por onde geralmente se pronuncia.
Escalada de protestos
A entrevista da ex-chefe de campanha do magnata foi divulgada em meio a uma onda de protestos contra a violência racial por policiais no estado da Carolina do Norte. Nesta quinta-feira, o governador do Estado, Pat McCrory, declarou estado de emergência na cidade de Charlotte após mais uma morte de um adolescente negro por policiais.
Fonte: Último Segundo/Mundo/Ig. São Paulo


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