Polícia Federal abre novo inquérito sobre propina da Odebrecht em 38 obras

Polícia Federal abre novo inquérito sobre propina da Odebrecht em 38 obras

Polícia Federal abre novo inquérito sobre propina da Odebrecht em 38 obras

Envolvidos em sistema de repasses serão investigados pelos crimes de corrupção ativa e passiva, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro

A Polícia Federal abriu nesta quarta-feira (28) um novo inquérito na 35 ª fase da Lava Jato, que prendeu Antonio Palocci, ex-ministro dos governos Dilma Rousseff e Lula, para apurar o pagamento de propinas da Odebrecht em mais 38 obras além das que já eram investigadas pela Operação. As informações são do jornal “O Estado de S. Paulo”.
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O alvo dos negócios são identificados nos registros de pagamentos do Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht, apelidado na 35ª fase da Lava Jato, Operação Omertà, de “departamento da propina”.
O novo inquérito aberto pelo delegado da Polícia Federal Filipe Hille Pace, em Curitiba, deve investigar a prática dos envolvidos nos crimes de corrupção ativa e passiva, formação de quadrilha, lavagem de capitais e fraude de licitações.

“Foram identificados diversos beneficiários de recursos ilícitos disponibilizados pelo Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht”, informou o delegado. Pace também assegurou ser “indubatível que os nomes que denunciados motivaram pagamento de vantagens indevidas a agentes não identificados”.
Omertà
A 38ª fase da Lava-Jato investiga a origem de desvios ilícitos que chegam a R$128 milhões em propinas pagas da Odebrecht ao PT e seus agentes, incluindo o ex-ministro, Antonio Palocci.
De acordo com a Polícia Federal, o nome “Omertá” dado à investigação policial é uma “referência à origem italiana do codinome que a construtora usava para fazer referência ao principal investigado da fase (‘italiano’), bem como ao voto de silêncio que imperava no Grupo Odebrecht que, ao ser quebrado por integrantes do ‘setor de operações estruturadas’ permitiu o aprofundamento das investigações.
Além disso, remete à postura atual do comando da empresa, que se mostra relutante em assumir e descrever os crimes praticados”.

Aproximadamente 180 policiais federais e auditores fiscais realizaram as determinações judiciais em cidades nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal.
Fonte: Último Segundo/Política/Ig. São Paulo


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