Cinco trapalhadas empresariais que renderam prejuízos de milhões de dólares

Cinco trapalhadas empresariais que renderam prejuízos de milhões de dólares

Cinco trapalhadas empresariais que renderam prejuízos de milhões de dólares

Aos 12 anos, José Javier não leu muito bem os tediosos termos e condições do YouTube. Foi assim que ele contraiu uma dívida de mais de US$ 110 mil (R$ 352 mil) com o portal de vídeos

O menino espanhol acreditava ter optado por cobrar pelos anúncios que apareceriam nos vídeos que fazia para promover a banda Los Salerosos. Mas, na verdade, estava comprando espaços de publicidade – e o Google, dono do YouTube, cobrou a fatura.

Felizmente, a companhia reconheceu se tratar de uma confusão e perdoou a dívida. Mas nem todos que cometeram erros no mundo dos negócios tiveram esta sorte. E, quando as possibilidades de lucro são milionárias, os prejuízos podem vir na mesma escala.
Recordamos alguns dos casos mais notórios de más decisões tomadas ao longo das últimas décadas que custaram milhões de dólares… e muito arrependimento.
1. O futuro da fotografia “está nos rolos de filme”
Talvez seja o exemplo mais doloroso de como uma companhia pode se equivocar duas vezes, ao subestimar o apego do público a uma tecnologia ou uma inovação que ela própria tinha em mãos.
Estamos falando das câmeras digitais. Hoje, elas estão em nossos celulares, mas, na década de 1970, as câmeras de filme, com capacidade para até 36 fotos que tinham de ser reveladas depois, reinavam no mercado.
Em 1973, a Kodak contratou um jovem engenheiro chamado Steve Sasson, que inventou o processo para fazer fotos digitais e enviá-las em segundos para o outro lado do mundo por meio de aparelhos digitais.
A empresa patenteou sua primeira câmera digital em 1978, mas não levou a ideia adiante por temer seu impacto sobre seu negócio de venda de rolos de filme fotográfico.

Em uma entrevista ao jornal The New York Times, Sasson disse que seus chefes estavam “convencidos” de que ninguém jamais iria querer ver fotos na tela da TV. O futuro da tecnologia se encarregou no resto: a Kodak declarou falência em 2012.
2. A fusão (perdida) do século
Outra oportunidade perdida ocorreu em 1999 – e talvez seja uma das aquisições empresariais milionárias que poderiam ter mudando o rumo da indústria da tecnologia.
Na época, o portal Excite era o segundo mecanismo de busca online mais popular do mercado. O Google era apenas um recém-chegado.
Um dos cofundadores do Google, Larry Page, ofereceu vender sua empresa por menos de US$ 1 milhão, mas teve sua proposta recusada.
O Excite foi comprado mais tarde pela Ask Jeeves, em 2004, enquanto o Google continuou a se expandir. O que pensará hoje o então diretor-executivo do Excite, George Bell, ao ver que a Alphabet, empresa-mãe do Google, é avaliada em US$ 543 milhões?
3. Dois zeros a menos
Muitos prejuízos do mercado de comércio eletrônico estão associados a falhas técnicas, como cestas de compra que não são atualizadas e sites inteiros que saem do ar por não darem conta de um pico de demanda.
Mas, às vezes, os erros são causados por uma pessoa, e um simples deslize pode ter consequências imprevisíveis. Foi assim com a empresa aérea Alitalia em 2006, quando ofereceu voos do Canadá para Chipre por 39 dólares canadenses (cerca de US$ 29) em vez de US$ 3,9 mil.
Algum funcionário de um site de comparação de preços descobriu a falha e publicou a notícia em fóruns online de viagens. Como era de se esperar, foram vendidas ao redor de 2 mil passagens em questão de horas.
A empresa italiana tentou cancelar as passagens emitidas, mas acabou honrando as compras feitas e, com isso, perdeu US$ 7,7 milhões.
4. Blockbuster e Netflix, os parceiros impossíveis
Hoje, com o crescimento do streaming de séries e filmes, os videocassetes caíram no esquecimento, um destino do qual os DVDs se aproximam. Mas, na verdade, não faz muito tempo que os videolocadoras faziam parte da paisagem urbana.
Naqueles dias de negócios prósperos, houve alguma incerteza quanto aos rumos da distribuição de filmes para que fossem assistidos em casa.
Foi então que a Netflix ofereceu à rede de videolocadoras Blockbuster adicionar um componente online à sua operação de aluguel de fitas e DVDs. Em troca, as videolocadoras da rede dedicariam um espaço para a Netflix, que, na época, também alugava DVDs pelo correio.
A Blockbuster recusou a oferta e uma série de outros acordos com a Netflix, que tornou-se sua principal ameaça.
Gradualmente, foi perdendo mercado até declarar falência em 2010 e ser comprada pela Dish Network, que terminou de fechar todas as lojas que restavam, pois já estava claro que o futuro dos filmes domésticos era a internet.
5. ‘Nasa, temos um problema’
Se um menino se equivoca ao resolver problemas com números decimais e frações, provavelmente não haverá mais consequências do que receber uma nota baixa do professor. Mas, quando adultos cometem erros assim, o impacto pode ser mais grave.
Em 1999, a Nasa perdeu cerca de US$ 125 milhões com sua sonda Mars Climate Orbiter, quando os engenheiros da empresa aeroespacial Lockheed Martin usaram o sistema imperial britânico em vez do métrico decimal para fazer cálculos e medições.
O erro fez com que os propulsores dos foguetes usados para colocar a sonda na órbita do Planeta Vermelho fossem disparados incorretamente.
Especialistas acreditam que a Mars Climate Orbiter acabou sendo destruída, porque, cada vez que os motores eram acionados com base em um erro de cálculo, a velocidade da sonda era alterada de maneira imprevista, uma falha que foi se acumulando ao longo de meses de voo.
Ela passou sobre Marte a apenas 57 km de altura, em vez dos 150 km previstos, e não resistiu à fricção gerada pela inóspita atmosfera em torno do planeta.
Fonte: Último Segundo/Mundo/BBC BRASIL


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