Um ano após atentados, Paris luta contra trauma e Bataclan reabre

Um ano após atentados, Paris luta contra trauma e Bataclan reabre

Um ano após atentados, Paris luta contra trauma e Bataclan reabre

Em novembro do ano passado, 130 pessoas foram mortas em ataques do Estado Islâmico; número de turistas no país diminuiu 10% em 2016

A noite já havia caído no dia 13 de novembro de 2015, quando uma série de atentados terroristas mudaram para sempre a memória de Paris. Carregado de explosivos, um kamikaze detonou o próprio corpo nos arredores do Stade de France, onde a seleção da casa disputava um amistoso contra a Alemanha. O presidente francês, François Hollande, que assistia à partida, foi retirado do local às pressas.

Na mesma noite, disparos foram registrados em um café ao sul do local onde ocorreram os primeiros atentados terroristas. E, por volta das 22h, a casa de shows Bataclan se tornou palco do pior ataque: homens com armas automáticas abriram fogo contra a plateia que assistiria à banda de rock norte-americana Eagles of Death Metal e fizeram reféns. Duas horas depois, a polícia invadiu o local.
Passado um ano dos ataques, que deixaram 130 mortos, a memória da carnificina promovida pelo Estado Islâmico segue viva. Nas palavras de Hollande e do primeiro-ministro Manuel Valls, a França não quer continuar “chorando seus mortos”, embora seja difícil interromper as lágrimas.
Em julho deste ano, um lobo solitário invadiu uma alameda fechada para pedestres em Nice, no sul do país, e matou 86 pessoas com um caminhão. No mesmo mês, dois jihadistas entraram em uma igreja de Saint-Étienne-du-Rouvray, no norte, e degolaram um padre, Jacques Hamel, em pleno altar. Durante todo esse último ano, a França viveu sob estado de emergência e na expectativa dos resultados do inquérito conjunto com a Bélgica.
O único suposto terrorista de 13 de novembro ainda vivo, Salah Abdeslam, foi capturado em solo belga e está fechado em uma prisão de segurança máxima na cidade francesa de Fleury-Mérogis, mas continua se radicalizando e se recusa a colaborar.
Depois daquela noite, os parisienses reagiram, porém os primeiros meses foram difíceis. Todos conheciam alguém que estava no Bataclan ou nos restaurantes atingidos. Ruas e bares ficavam vazios, qualquer barulho inesperado causava pânico. Evacuações provocadas por alarmes falsos se tornaram rotina.
Mas a vontade de seguir em frente é palpável. Estudantes dão de ombros quando diretores pedem para não se aglomerarem nos portões, as casas de show estão lotadas, assim como os restaurantes. O número de turistas no país diminuiu 10% em 2016, porém o setor começa a dar sinais de retomada.
Bataclan reabre
O Bataclan, onde morreram 89 das 130 vítimas dos ataques, reabriu neste sábado (12), com um show de Sting, e será palco de uma homenagem neste domingo (13), com a presença da banda Eagles of Death Metal, que se apresentava no local quando ocorreram os atentados.

E no dia do primeiro aniversário dos massacres, quando serão lembrados os mortos naquela noite trágica, milhares de velas e lanternas serão acesas nas janelas de Paris, símbolo não só da recordação, mas também da vida que recomeça.

Fonte: Último Segundo/Mundo/Ansa


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