Seis promessas de campanha que Donald Trump mudou após eleito

Seis promessas de campanha que Donald Trump mudou após eleito

Seis promessas de campanha que Donald Trump mudou após eleito

Após campanha marcada por polêmicas, republicano preservou a intenção de construir muro na fronteira com o México, mas suavizou outras propostas

Praticamente desde o momento em que se soube que Trump era o ganhador das eleições, circulam análises, memes e até brincadeiras sobre as mais contorversas promessas de campanha do candidato republicano.
Entretanto, em poucos dias, e sobretudo depois do encontro com o presidente Barack Obama na Casa Branca, Trump suavizou várias delas. Listamos alguns dos destaques:
1. O muro na fronteira
O que disse o candidato Trump: “Vamos construir um muro na fronteira com o México, um muro grande e bonito, e o México vai pagar por ele”.
A ideia do muro na fronteira foi um dos pilares da campanha de Trump e se tornou um dos slogans mais repetidos por seus seguidores nos comícios: “Construa o muro!”.
Trump, além disso, jogava a pergunta para o público: “E quem vai pagar por ele?”. A resposta era sempre a mesma: “O México!”.
O que diz o presidente eleito Trump: “Pode ser que em alguns locais seja uma cerca”.
O que seria um muro intransponível pode se transformar em uma cerca em alguns trechos.
De qualquer maneira, o ex-prefeito de Nova York Rudolph Giuliani, um dos conselheiros mais próximos a Trump, afirma que o muro será construído mesmo que para isso seja necessária uma ordem executiva, já que Trump “não vai quebrar uma promessa de campanha”.
É importante lembrar que já existem muros e cercas em diversos pontos da fronteira entre Estados Unidos e México que foram construídos por governos anteriores, inclusive o do atual presidente Baracak Obama.

2. Deportação de imigrantes sem documentos
O que disse o candidato Trump: “Os que entraram ilegalmente têm que sair”.
Durante a campanha, o bilionário insistiu em repetidas ocasiões que propunha expulsar, no menor tempo possível, os imigrantes sem documentos, estimados em 11,3 milhões nos Estados Unidos.
O que disse o presidente eleito Trump: “O que vamos fazer é deter os criminosos e os que têm antecedentes criminais (…) provavelmente dois milhões, talvez até três milhões, e vamos tirá-los do país ou talvez prendê-los”.
Conforme se aproximava o dia das eleições, a posição do agora presidente eleito começou a ser suavizada aos poucos.
Até que no último domingo (13), em sua primeira entrevista para a televisão após a vitória, concedida à rede “CBS”, Trump confirmou que o plano havia sido reduzido à deportação de entre dois e três milhões de pessoas, “criminosos com antecedentes, membros de gangues, traficantes de drogas”.
Organizações como o Instituto de Política Migratória consideram que Trump pode ter dificuldades para encontrar nos Estados Unidos de dois a três milhões de imigrantes ilegais e que tenham antecedentes criminais.
O Instituto estima que a quantidade de imigrantes nessa situação seja em torno de 890 mil, incluindo pessoas processadas por terem cruzado a fronteira de forma ilegal.

3. Veto total aos muçulmanos
O que disse o candidato Trump: “Pedirei que haja veto total à entrada de muçulmanos nos Estados Unidos”.
A “proposta” foi feita durante um ato de campanha em dezembro de 2015, pouco depois do massacre de San Bernardino, na Califórnia.
Trump disse que essa proibição total à entrada de muçulmanos deveria ser mantida até que as autoridades americanas pudessem investigar o que estava acontecendo.
O que diz o presidente eleito: “Deve haver um exame extremo e minucioso de avaliação”.
O que começou como um veto total passou pouco depois a um “exame extremo” de cada muçulmano que queira entrar nos Estados Unidos quando se tornou o candidato do Partido Republicano.
Trump também falou sobre a suspensão de um acordo de reciprocidade de vistos “com qualquer país em que não se possa fazer uma revisão adequada, até que se possa implementar mecanismos comprovados e eficazes”.
Giuliani disse que a proibição absoluta de entrada de cidadãos sírios está mantida.
4. Revogação e substituição do Obamacare
O que disse o candidato: “A mudança real começa com a imediata revogação do Obamacare”.
Durante a campanha, o futuro mandatário fez da revogação do Obamacare – mecanismo proposto pelo atual presidente que dá acesso ao seguro de saúde a pessoas que não possam financiar um plano privado.
Essa foi uma das propostas que Trump mais enfatizou. Chegou inclusive a afirmar que o faria em seu primeiro dia como presidente.
A legislação é repudiada pelos republicanos, que alegam que ela impõe excessivos custos às empresas e supõe uma intromissão indesejada do Estado nos assuntos de empresas privadas e de indivíduos.

O que diz o presidente eleito: “Parece que isso é um dos seus pontos fortes, assim como a extensão da cobertura a menores que vivem com seus pais, agrega custos, mas vamos tentar manter”.
Foi dessa maneira que Trump se referiu a um dos aspectos-chave da reforma de Obama: que as seguradoras não podem negar cobertura a pessoas por condições médicas pré-existentes.
Isso quer dizer que a visão completamente negativa que o candidato parecia ter do Obamacare não é a mesma do presidente eleito.
A mudança de opinião foi mostrada durante a visita de Trump a Obama na Casa Branca, quando falaram do assunto.
5. Processo contra Hillary Clinton
O que disse o candidato: “Estaria presa”.
Durante a campanha, outra frase entre as mais repetidas era: “Prendam ela!”.
Seus apoiadores queriam ver a democrata Hillary Clinton presa por seu suposto uso de um servidor de e-mail privado quando era secretária de Estado.
Trump estava mais que disposto a apoiar seus pedidos, ou pelo menos começar uma nova investigação.
Durante o segundo debate presidencial, ele disse a Clinton: “Se eu ganhar, vou dar instruções ao meu procurador-geral para designar um promotor especial que investigue a sua situação”;
E em um dos momentos mais memoráveis do encontro, Clinton disse que alguém com o temperamento de Trump não deveria estar a cargo da aplicação da lei no país: “Porque você estaria presa”, respondeu.
O que diz o presidente eleito: “Temos com ela uma dívida de gratidão”.
O tom de Trump em relação a Clinton deu uma guinada radical desde que ganhou as eleições.
Em seu discurso da vitória, Trump felicitou Clinton por uma campanha tão disputada e acrescentou que o país tem com ela “uma dívida de gratidão”.
Depois, disse que “não tinha dedicado muito tempo a pensar no tema do processo contra Clinton” e que tinha outras prioridades.
Na entrevista à “CBS”, indicou que “vai pensar nisso” e acrescentou: “São boas pessoas, não quero prejudicá-los”.
6. Distanciamento da Otan
O que disse o candidato Trump: “Muitos dos países da Otan não pagam o suficiente, e isso me incomoda porque se os estamos defendendo pelo menos deveriam pagar por isso”.
O republicano foi muito crítico da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) durante toda a campanha. Ele a classificou como obsoleta e criticou o que considera falta de compromisso financeiro dos aliados.
Ameaçou retirar o financiamento dos Estados Unidos se os demais países não cumprirem suas obrigações econômicas.
Ao mesmo tempo, Trump enalteceu o presidente da Rússia, Vladimir Putin, o que alarmou outros países.
Obama enfatizou que Trump manterá seu compromisso com a Otan. O atual presidente explicou que, durante o encontro na última quinta-feira (10), Trump indicou que não sairá da aliança de décadas.
“Existe uma sucessão permanente de eventos que flui sob as notícias do dia a dia e que nos torna esse país tão indispensável quando se trata de manter a ordem e promover a prosperidade no mundo”, declarou Obama.
“Isso continuará sendo assim. Em minha conversa com o presidente eleito, ele expressou um grande interesse em nossa relação estratégica e, portanto, uma das mensagens que poderei levar para a Europa é seu compromisso com a Otan, a aliança transatlântica”.
Em relação às mudanças climáticas, não foi divulgada mudança na postura de Trump, favorável à retirada dos investimentos que os Estados Unidos se comprometeram a fazer com a Organização das Nações Unidas.
Entretanto, ainda faltam mais de dois meses para a posse do presidente eleito.
Fonte: Último Segundo/Mundo/Ig. São Paulo


Tags: , , , , , ,

Não encontrou o que queria? Pesquise abaixo no Google.


Para votar clique em quantas estrelas deseja para o artigo

RuimRegularBomMuito BomExcelente (Seja o primeiro a votar)
Loading...



Enviar postagem por email Enviar postagem por email