Prefeita renuncia após apoiar publicação racista contra Michelle Obama

Prefeita renuncia após apoiar publicação racista contra Michelle Obama

Prefeita renuncia após apoiar publicação racista contra Michelle Obama

Primeira-dama foi comparada a um “macaco de saltos altos”; comentário foi feito por outra autoridade, mas Beverly Whaling comentou achando graça

A prefeita da cidade norte-americana de Clay, em Virginia Ocidental, Beverly Whaling, renunciou ao cargo após ter elogiado uma publicação do Facebook que comparava a primeira-dama dos Estados Unidos, Michelle Obama, a um “macaco de saltos altos”.
A mensagem havia sido escrita por Pamela Ramsey Taylor, diretora da organização não lucrativa Clay County Development Corp, localizada em Clay, e comentava a eleição do republicano Donald Trump como presidente. “Será refrescante ter uma primeira-dama bonita, digna e cheia de classe de volta à Casa Branca. Estou farta de ver um macaco de saltos altos”, escreveu Taylor, comparando a esposa do magnata, Melania Trump, a Michelle Obama.
Em seguida, Whaling comentou: “Você me fez ganhar o dia, Pam”. Clay tem uma população de menos de 500 pessoas, das quais nenhuma é negra. Além disso, o município votou em peso por Trump na eleição do último dia 8 de novembro.
Tanto a publicação original de Taylor quanto o comentário da agora ex-prefeita foram removidos, mas não rápido o suficiente para evitar uma onda de indignação. Ambas se desculparam, alegando que não tinham a intenção de ser racistas, apenas comemorar a mudança na Casa Branca.

Um membro da Câmara Municipal de Clay, Jason Hubbard, divulgou uma nota condenando a mensagem “horrível” e destacando que a “intolerância racial” não faz parte da cidade. Ao renunciar, Whaling disse estar sendo vítima de ameaças de morte e que o condado de Clay fracassou em garantir sua segurança.
No entanto, também há uma página no Facebook chamada “Justiça para Beverly Whaling”, que afirma que a ex-prefeita é alvo de uma “campanha de difamação” por apoiar o movimento pró-polícia “Blue Lives Matter”, uma resposta ao “Black Lives Matter”, que critica a violência das forças de segurança contra negros.
Estados (não tão) unidos
O caso acontece em um momento em que os Estados Unidos se mostram um país dividido. Devido à ferocidade de Trump em sua campanha eleitoral, com um posicionamento muitas vezes considerado machista e preconceituoso, alguns apoiadores do republicano tomaram, após a vitória, atitudes que reforçam esse posicionamento nas ruas.
Antes mesmo do dia da eleição, uma igreja da comunidade negra dos EUA foi incendiada. Nas paredes, os responsáveis pela destruição escreveram as palavras “vote Trump”.
No dia seguinte às eleições, na última quarta-feira (9), a história de um professor que havia ameaçado a parte negra de sua sala de aula dominou as redes sociais. De acordo com o informado pela família de um dos alunos lesados, o professor chamou a atenção do grupo falando “Não me faça ligar para o Donald Trump para mandá-los de volta para a África”.

Questionado a respeito de casos de racismo, Trump lamenta a reação dos seus apoiadores e pede por união no país. Michelle Obama ainda não se pronunciou sobre o caso que envolve o seu nome.

Fonte: Último Segundo/Mundo/Ansa


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