Servidores entram em confronto com a polícia antes de votação de cortes na Alerj

Servidores entram em confronto com a polícia antes de votação de cortes na Alerj

Servidores entram em confronto com a polícia antes de votação de cortes na Alerj

Polícia usou bombas de efeito moral, gás de pimenta e jatos de água para conter os manifestantes, que são contrários a pacote de austeridade do governo do Rio; votação das medidas está prevista para esta quarta-feira

Policiais e manifestantes entraram em confronto no início da tarde desta quarta-feira (16) em frente ao prédio da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), onde está previsto o início da votação de um pacote de cortes no governo estadual.
Centenas de servidores que se concentram no local desde o início da manhã tentaram transpor as grades colocadas em frente à Alerj e foram repreendidas pela polícia, que usou gás de pimenta, bombas de efeito moral e jatos de água. A segurança no local reforçada hoje pela Força Nacional de Segurança, que atendeu a pedido do governador do Rio, Luiz Fernando Pezão (PMDB).
Imagens transmitidas pela “Globonews” mostraram um indivíduo caindo aparentemente desacordado após uma bomba lançada pela polícia explodir bem ao seu lado. O homem foi socorrido imediatamente por outros manifestantes e ainda não há informações sobre se outras pessoas precisaram de atenção médica.
Os manifestantes são contrários às medidas de austeridade propostas por Pezão. Nesta quarta-feira, no entanto, estão previstas as votações de duas medidas consideradas “menos polêmicas”.
A primeira delas é a redução de 30% dos salários do governador, do vice-governador, de secretários e de subsecretários estaduais. O salário do chefe do Executivo estadual, por exemplo, passará de R$ 21.868 para R$ 15.307,69.
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O outro projeto prevê a redução do limite para pagamentos de dívidas de pequeno valor. O limite para pagamentos de dívidas de pequeno valor decorrentes de decisão judicial que o Estado tenha será reduzido de 40 salários mínimos para 15 salários. As obrigações de pequeno valor são dívidas do Estado com pessoas ou empresas que devem ser pagas em dinheiro. Acima do limite, as dívidas podem ser pagas com precatórios (reconhecimento de dívida).
Os pontos mais criticados pelos servidores se referem ao aumento do desconto previdenciário de 11% para 14% e o aumento da tarifa do Bilhete Único de R$ 6,50 para R$ 7,50 em 2017. Esses dois temas, no entanto, não estão na pauta desta quarta-feira.
Em entrevista coletiva concedida na manhã desta quarta-feira, Pezão defendeu as propostas e garantiu que “essas medidas não são para prejudicá-los [os trabalhadores]”.
Ocupação
Na última terça-feira (8), o plenário da Alerj havia sido ocupado por servidores estaduais em protesto contra as medidas de austeridade, chamadas pelos manifestantes de “pacote de maldades”. A ocupação durou cerca de duas horas.
Além dos servidores na ativa, participaram do protesto aposentados e pensionistas do Estado. Mais cedo, os manifestantes haviam feito outra tentativa de invadir o prédio, mas foram impedidos por policiais do Batalhão de Choque. Segundo a direção da Alerj, o grupo destruiu o gabinete da vice-presidência.

“Afronta ao Estado”
Após o protesto, o presidente da Alerj, Jorge Picciani (PMDB), emitiu nota à imprensa na qual considerava que a ocupação do plenário da Casa era um “crime e uma afronta ao Estado Democrático de Direito sem precedentes na história política brasileira e deve ser repudiado”. O deputado considera que a invasão é “um caso de polícia e de justiça e não vai impedir o funcionamento do Parlamento”.
Picciani garantiu ainda, em nota, que a Alerj iniciaria nesta quarta as discussões sobre as matérias enviadas pelo Executivo. O peemedebista informou ainda que os prejuízos causados ao patrimônio público após a manifestação dos servidores serão “registrados e encaminhados à polícia para a responsabilização dos culpados”.
*Com informações da Agência Brasil
Fonte: Último Segundo/Brasil/EBC Agência Brasil


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