PR confirma a desfiliação da deputada federal Clarissa Garotinho

PR confirma a desfiliação da deputada federal Clarissa Garotinho

PR confirma a desfiliação da deputada federal Clarissa Garotinho

Parlamentar contrariou indicação da bancada e votou contra a PEC do teto de gastos; após expulsão, criticou postura do partido e fez crítica a colegas

O Partido da República (PR) confirmou no fim da tarde desta segunda-feira (21) a desfiliação da deputada federal Clarissa Garotinho (RJ). O motivo alegado para a expulsão foi o fato de a parlamentar ter votado contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que limita o crescimento dos gastos do governo federal por 20 anos.

Em nota oficial, o PR informa que a decisão foi tomada de maneira unânime pela direção executiva do partido. No segundo turno da votação da PEC no plenário da Câmara, no fim de outubro, Clarissa Garotinho e os deputados Silas Freire (PI) e Zenaide Maia (RN) votaram contra a matéria, apesar de a legenda ter orientado a bancada a se posicionar a favor do texto, que agora está sob análise do Senado.
Embora os três deputados tenham desobedecido a orientação partidária, apenas Clarissa foi expulsa. Silas Freire foi punido com a suspensão por nove meses, enquanto Zenaide Maia ficará suspensa por um ano. Durante esse período, ambos não podem assumir cargo de líder da bancada.

A direção da legenda informa que, no caso de Clarissa, a punição foi mais severa do que a dos colegas “por agravantes que levaram seu caso a uma esfera além do flagrante de desobediência”. “Mesmo depois de ser comunicada da abertura do processo disciplinar, Clarissa divulgou nota oficial que desrespeita um colega de bancada e descarta a natureza democrática do PR”, argumentou o relator do processo contra ela, Benedito de Freitas.
Fogo cruzado
A deputada enviou nota à imprensa no início da noite de hoje criticando a decisão do partido. “Tenho certeza de que nunca envergonhei o PR, diferentemente do deputado que pediu minha expulsão do partido, Vinícius Gurgel, aliado de Eduardo Cunha. Gurgel é aquele acusado de permitir a fraude de sua assinatura no Conselho de Ética da Câmara para beneficiar Cunha e logo depois ter alegado que a letra estava diferente porque assinou o documento bêbado”, diz o texto.

Clarissa Garotinho questionou ainda a diferença nos critérios utilizados para punir os deputados. “Estranho muito a diferença de tratamento em relação aos outros parlamentares do partido que também votaram contra a PEC. Os dois foram suspensos, enquanto eu fui expulsa, talvez demonstrando, assim, outras motivações para esta medida. Reafirmo meu posicionamento contra a PEC, que diminui investimentos em saúde e educação, bem como impede aumentos salariais dos servidores públicos e o aumento real do salário mínimo”, acrescenta a nota. A deputada garante já ter recebido convite de outras legendas, “que serão analisados em momento oportuno”.
Fonte: Último Segundo: Política/Ig. São Paulo


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