Atlético Nacional pede que título da Sul-Americana seja dado à Chapecoense

Atlético Nacional pede que título da Sul-Americana seja dado à Chapecoense

Atlético Nacional pede que título da Sul-Americana seja dado à Chapecoense

A equipe colombiana que faria a final da Copa Sul-Americana se reuniu e enviou solicitação à Conmebol para que time brasileiro seja campeão

Após a tragédia envolvendo o avião que levava os jogadores e comissão técnica da Chapecoense, jornalistas e convidados para a primeira partida da decisão da Copa Sul-Americana, na Colômbia, o Atlético Nacional, adversário na final, pediu, depois de reunião, que o título da competição seja dado à equipe catarinense.
“O Atlético Nacional pede para a Conmebol que o título da Copa Sul-Americana seja entregue à Associação Chapecoense de Futebol como louro honorário pela sua grande perda e em homenagem póstuma às vítimas do fatal acidente que deixa o nosso esporte de luto”, afirmou o clube em nota oficial.
Leia o comunicado completo
“A dor embarga rotundamente nossos corações e invade de luto nosso pensamento. Foram horas lamentáveis em estamos consternados com uma notícia que nunca queríamos ter ouvido. O acidente de nossos irmãos do futebol da Chapecoense nos marcará pela vida e desde já deixará uma marca inapagável no futebol latino-americano e mundial. Tudo isso foi completamente inesperado, por isso a dor. Tratavam-se todos eles, jogadores, corpo técnico, jornalistas e tripulação, de pessoas com muitos sonhos, por isso o choro.
A lamentação mundial foi também estendida a toda a família Verdolaga, a quem, desde seus patrocinadores, diretores, corpo técnico, jogadores, administração e torcida, manifestou tristeza e desespero pelo absurdo. A solidariedade não se fez esperar e de nossa parte acompanhamos de forma rotunda o sofrimento de todos os irmãos que nos abandonaram quem junto a seus familiares e nós, compartilhamos um grande sonho de ser campeões continentais da Sul-Americana.
Depois de estar muito preocupado pela parte humana, pensamos no aspecto competitivo e queremos publicar esse comunicado no qual o Atlético Nacional pede para a Conmebol que o título da Copa Sul-Americana seja entregue à Associação Chapecoense de Futebol como louro honorário pela sua grande perda e em homenagem póstuma às vítimas do fatal acidente que deixa o nosso esporte de luto. De nossa parte, e para sempre, Chapecoense campeã da Copa Sul-Americana 2016”.
“O professor nos disse para dar muito valor a vida, para que fizessemos uma reflexão, para que entedêssemos isso como um aviso de Deus para seguir melhorando em nossa vida pessoal”, disse Gilberto Garcia, jogador do time colombiano em vídeo divulgado pela WinSportsTV, com relação à opinião de todos os jogadores.

“Esperamos que a Conmebol decida. Nós queremos que declarem esta equipe como campeã. Conversamos entre nós. Não é uma decisão nossa, é do mundo do futebol. Esperamos que a Conmebol tome esta decisão”, continuou o jogador. Assista ao vídeo completo abaixo, em espanhol.
García, do Nacional: “Queremos que a Chapecoense seja campeã. É uma decisão do mundo. Que a Conmebol confirme!” pic.twitter.com/BXY1jnnPA9
— Plantão do Futebol (@PlantaoFutebol2) November 29, 2016

O acidente
Na madrugada desta terça-feira (29), um avião com a equipe da Chapecoense sofreu um acidente em uma área montanhosa de difícil acesso, a 50 km da Medellín. Havia 78 pessoas a bordo, dos quais 70 passageiros e 8 tripulantes. Vinte e um eram jornalistas. Relatos indicam que o avião teria sofrido uma pane elétrica.
O piloto perdeu o contato com a torre de controle por volta das 22h00 do horário local da segunda-feira (01h00 da manhã no horário brasileiro de verão). Até o momento, 72 pessoas morreram. Cerca de 150 socorristas estão envolvidos no trabalho de resgate das vítimas.

Era para ser 81 nomes, já que Luciano Buligon, prefeito da cidade de Chapecó, Gelson Merisio, presidente da Assembleia Legislativa de Santa Catarina, e Plinio Filho, filho do presidente do Conselho Deliberativo da Chapecoense, deveriam estar no voo, porém eles não embarcaram. “A maior tragédia que Chapecó pode passar. Eu estava me deslocando para lá, mas tive um compromisso com os prefeitos eleitos de São Paulo. Meu nome estava na lista dos que iam para Colômbia. É por essas coisas que só Deus explica que acabamos ficando”, disse Buligon.
Com certeza, a atitude do Atlético Nacional é uma das mais nobres do futebol.
Fonte: Esporte/Futebol/Ig. São Paulo


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