Computador Pré-Pago, uma idéia a ser discutida

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E para começar 2009, a Microsoft entrou no dia de Natal com um pedido de patente para a idéia de PC pré-pago, em que o consumidor vai pagando de acordo com o uso do software instalado e a capacidade de processamento do hardware. A requisição de número 20080319910, apresentada ao Departamento de Marcas e Patentes dos Estados Unidos, indica que o desktop em si seria dado (ou, pelo menos, altamente subsidiado) pelo distribuidor – mas dá sinais de que o consumidor poderia gastar no final mais do que gasta hoje para levar um PC para casa.

De acordo com a empresa, isso não será exatamente um problema, uma vez que o consumidor terá a oportunidade de ter um equipamento com uma vida útil muito maior e também maior elasticidade para ter um PC modelado a seu gosto. “Um computador com componentes (memória, processador e placas de vídeo gráficos incluídos) com desempenho escalável e opções de serviços e software (processador de textos, e-mail, navegador, banco de dados, player de mídia etc) permitirá ao usuário ter seu próprio nível de performance desejável”, explica a requisição, que diz ainda que cada aplicação teria seu custo atrelado ao uso dos recursos oferecidos. Mais ou menos assim: se você usar o Word apenas para digitar textos, sem grandes alterações gráficas ou uso de recursos de outros programas do Office, pode pagar menos por isso.

O distribuidor, no caso, continuaria se sustentando com a venda dos serviços, incluindo aluguel de aplicativos e upgrades no hardware. Para a Microsoft, tal modelo também traria novas oportunidades para o mercado de software.

A idéia pode parecer boa, ainda mais trazendo para o usuário a oportunidade de adquirir uma máquina sob medida a um custo inicial mais baixo, coisa que hoje é mais fácil (pelo menos para nós, brasileiros) no chamado mercado Frankenstein – como naquela lojinha de informática do seu bairro, onde você vai escolhendo os componentes do computador geralmente com base no melhor preço. Mas essa parte de aluguel de software me lembra uma idéia antiga que não colou, o ASP (de Application Software Provider, e não a linguagem de programação), em cujo terreno a mesma Microsoft se aventurou nos idos de 2001. Deu certo para alguns clientes corporativos, principalmente no caso de aplicações mais pesadas, mas nunca funcionou com o usuário final. Alguém aqui conhece alguém que tenha assinado aquele serviço de aluguel do Office oferecido pelo portal Terra? Eu, não. Mas, enfim, a ver como essa idéia da Microsoft se desenrola nos próximos meses.


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