Servidores fazem manifestação contra pacote de medidas do governo do Rio

Servidores fazem manifestação contra pacote de medidas do governo do Rio

Servidores fazem manifestação contra pacote de medidas do governo do Rio

Principais pontos do protesto foram a privatização da Cedae e reajuste na contribuição previdenciária, em contrapartida à ajuda federal para o estado


Servidores públicos estaduais participaram neste domingo (5) de manifestação na orla de Copacabana, zona sul do Rio de Janeiro, para protestar contra o pacote de medidas anunciadas pelo governo para combater a crise financeira do estado. Entre os planos, está a privatização da Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae), em contrapartida à ajuda federal para o governo fluminense.

Os servidores prometem reagir também contra a proposta encaminhada pelo governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) que estabelece um aumento da contribuição previdenciária dos atuais 11% para 22%. O movimento deste domingo foi organizado em conjunto com a Frente Brasil Popular.
Para Júlio Martim, funcionário da Cedae e diretor do Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Saneamento Básico e Meio Ambiente do Rio de Janeiro e Região (Sintsama-RJ), a Cedae deve permanecer como uma companhia pública. “É a única empresa estatal que gera lucro para o estado, sem nenhum investimento do estado para esse lucro, ao contrário das empresas privatizadas, que pegam recursos do estado e depois ainda têm isenção fiscal”.
Paralisação
Os funcionários da Cedae vão iniciar uma paralisação na terça-feira (7), conforme decidido em assembleia na última sexta-feira (3). O objetivo dos funcionários, de acordo com Martim, é não prejudicar a população. Segundo ele, os serviços essenciais podem ser reduzidos, “mas não vai faltar [água]” para a população fluminense. “O atendimento pode demorar, mas será feito”, disse. Martim afirmou ainda que a proposta de transferência da Cedae ao setor privado, que deve ser votada esta semana, é uma injustiça e uma covardia.
“Quem causou o rombo não foram os servidores. O governo do estado é que enfiou um monte de dinheiro no bolso e nada fez para melhorar o serviço público. Investiu pouco. Preferiu investir nas empresas privadas dando isenções fiscais, promovendo um monte de coisas que gerou esse rombo que deixa hoje o estado nessa calamidade financeira”. Segundo ele, existem outros meios de sanar a dívida do estado. Entre elas, está a extinção das isenções concedidas às empresas privadas, como a SuperVia, e a reestatização de empresas privatizadas anteriormente.

Previdência
De acordo com o José Carlos Madureira, professor e diretor do Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação do Rio de Janeiro (Sepe), o movimento também está preocupado com a pauta da reforma da Previdência. “A gente entende que a proposta que está circulando no Congresso Nacional hoje penaliza os trabalhadores. Em nenhum momento, a proposta de reforma da Previdência trata do outro lado do balcão, que são justamente os empresários e o Estado”, afirma. “Querem fazer uma reforma onde um lado pague a conta, que é o lado do trabalhador. E nós somos contra isso”.

Os servidores prometem retomar as manifestações em frente à Alerj contra as medidas de combate à crise. “Nós somos literalmente contra qualquer possibilidade de aumento da taxação da Previdência”, disse Madureira, ao destacar que a proposta do governo prevê que não haverá aumento de salários para o funcionalismo nos próximos cinco anos, caso a proposta seja aprovada.

“Não vamos topar essa proposta. Não está na nossa conta”, finaliza Madureira. O socorro federal ao governo fluminense estabelece que o estado terá que elevar a alíquota da contribuição previdenciária de servidores públicos de 11% para 14%, além de criar uma alíquota extra de 8%, válida por três anos, a partir de 2017, alcançando, portanto, 22%.
Fonte: Último Segundo/Brasil/Com informações da Agência Brasil.


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