Mulheres de policiais fazem protestos pelo segundo dia no Rio de Janeiro

Mulheres de policiais fazem protestos pelo segundo dia no Rio de Janeiro

Mulheres de policiais fazem protestos pelo segundo dia no Rio de Janeiro

Alguns batalhões tiveram o acesso bloqueado na região metropolitana; PM nega que o patrulhamento tenha sofrido qualquer tipo de interrupção


Mulheres de policiais militares seguem mobilizadas pelo segundo dia no Rio de Janeiro. Na região metropolitana do Estado, alguns batalhões têm piquetes nas portas, impedindo entrada e saída de viaturas. Em alguns bairros da cidade, poucas guarnições da corporação são vistas circulando pelas ruas.

Apesar das manifestações na frente dos quartéis, a Polícia Militar do Rio de Janeiro enviou nota à imprensa na manhã deste sábado (11) e negou que haja paralisação. A corporação assegura que o patrulhamento está sendo feito normalmente no Estado.
“Não existe paralisação da Polícia Militar e sim uma mobilização de familiares, iniciada pelas redes sociais. A corporação está atenta às manifestações e conscientizando a tropa da importância da presença policial nas ruas. O patrulhamento está sendo realizado normalmente. As rendições, quando necessárias, são realizadas do lado externo e locais que apresentaram maiores problemas estão com apoio de outras unidades”, diz a nota da PM.
A corporação informa que alguns grupos de familiares de policiais estão concentrados na frente de 29 unidades. O protesto , iniciado na sexta-feira (10) tem como objetivo reivindicar o pagamento do 13º salário; do RAS (Regime Adicional de Serviço), como são chamadas as horas-extras dos policiais, feitas durante os Jogos Olímpicos; e de vencimentos atrasados referentes a metas atingidas.
Na Baixada Fluminense , o bloqueio no 39º Batalhão, de Belford Roxo, continuava na manhã deste sábado. “Aqui não entra e nem saem viaturas. Esvaziamos os pneus de duas delas. Vamos manter o movimento com força total. O movimento não vai acabar se o dinheiro não cair na conta”, disse Alberta Peres, esposa de um policial.
Em Jacarepaguá, o 18º Batalhão, responsável pela área, também tinha bloqueio total na manhã de hoje, como informa Ana Souza, que também é mulher de um dos agentes. “Ninguém entra, ninguém sai. Vamos continuar o movimento, pois os nossos maridos estão em risco e sem receber”, disse ela, enquanto acompanhava uma reunião com o comando da unidade, que pedia para que elas liberassem a entrada.
Compromisso do governo
O secretário estadual de segurança, Roberto Sá , disse na noite de sexta-feira (10) que o governo deverá pagar o salário atrasado na próxima terça-feira (14) e que poderá pagar o 13º salário atrasado se os projetos encaminhados pelo governo à Assembleia Legislativa forem aprovados, entre eles a venda da Cedae (Companhia Estadual de Águas e Esgoto), o que permitirá a liberação de R$ 3,5 bilhões do governo federal.

Ainda na nota divulgada neste sábado, a PM do Rio de Janeiro garantiu que respeita o direito à manifestação pacífica e pediu que as manifestantes não impeçam o direito de ir e vir dos policiais: “A Polícia Militar reitera que respeita o direito democrático de manifestação pacífica, mas é fundamental que as formas de buscar os nossos direitos não impeçam o de ir e vir dos nossos policiais, nem coloquem em risco as nossas vidas, dos nossos familiares e de toda a população”.

Fonte: Último Segundo/Brasil/Com informações da Agência Brasil


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