Trump anula norma que permitia transgênero escolher banheiro nas escolas dos EUA

Trump anula norma que permitia transgênero escolher banheiro nas escolas dos EUA

Trump anula norma que permitia transgênero escolher banheiro nas escolas dos EUA

Regras vigoravam desde maio e eram consideradas um avanço na defesa aos direitos da comunidade LGBT; americanos protestaram nesta quarta-feira


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, adotou a primeira medida contrária aos direitos da comunidade LGBT na noite desta quarta-feira (22). Isso porque o republicano revogou a norma aprovada pelo governo anterior, de Barack Obama, que permitia que os estudantes transgêneros pudessem usar banheiros nas escolas com base na sua identidade de gênero, e não no sexo de nascimento.

Assim que a medida foi revogada, houve um protesto em frente à Casa Branca. Cerca de 200 americanos se reuniram em frente à sede do governo Trump , em Washington, para manifestar sua insatisfação com cartazes que pediam a volta da norma.

A Apple foi uma das primeiras companhias a criticar publicamente a decisão do republicano. Em um comunicado oficial, a gigante de tecnologia disse que, apesar da mudança, continua mantendo os esforços em direção a uma “maior aceitação” social. “A Apple continua acreditando que todos merecem a possibilidade de crescer em um ambiente livre de estigmação e discriminação”, disse a nota.
UA
Medida polêmica
As regras de acesso aos banheiros nas escolas tinham sido estabelecidas por uma instrução federal promulgada em maio do ano passado por Obama, que passou a presidência dos Estados Unidos ao magnata no dia 20 de janeiro deste ano. Na época, Obama foi aplaudido pelo movimento LGBT.
A nova administração enviou uma carta às escolas de todo o país pelos Departamentos de Educação e de Justiça, alegando que as diretrizes anteriores geraram confusão e ações judiciais.

O governo Trump disse que a instrução será rescindida, mas que as salvaguardas contra o bullying não serão afetadas com a anulação das normas. O republicano afirmou também que a implantação da medida deverá ser decidida por cada estado, e não pela Casa Branca. As regras anteriores eram vistas pelos ativistas como um avanço na defesa dos direitos dos homossexuais e no combate à discriminação ao público LGBT.
Fonte: Último Segundo/Mundo/Com informações da Agência Ansa.


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