Procurador dos EUA não quer investigar interferência russa na campanha de Trump

Procurador dos EUA não quer investigar interferência russa na campanha de Trump

Procurador dos EUA não quer investigar interferência russa na campanha de Trump

Recusa acontece um dia depois de Jeff Sessions, o procurador-geral norte-americano, ser acusado de ter conversado com o embaixador-russo em 2016


O procurador-geral dos Estados Unidos, Jeff Sessions, disse nesta quinta-feira (2) que se recusará a investigar uma possível interferência da Rússia na campanha presidencial de Donald Trump, atual presidente norte-americano.

A afirmação foi feita um dia depois que os meios de comunicação dos Estados Unidos  revelaram que ele conversou com o embaixador russo duas vezes durante o ano passado, fato não revelado por Sessions em sua sabatina no Senado, que aprovou a sua nomeação para o cargo.
“Eu me encontrei com um funcionário russo algumas vezes,” disse Sessions à imprensa ontem, ao descartar qualquer acusação de que ele teria tentado enganar o Senado sobre seus contatos com a Rússia. “Essa não é minha intenção, isso não é correto,” falou.
No mesmo dia, mais cedo, Trump disse a repórteres que tem “total confiança” em Sessions, embora ele “não soubesse” que o então senador republicano teve contato com Sergey Kislyak, embaixador russo nos EUA.
Pressão pela renúncia
Segundo o procurador-geral, sua decisão de não investigar a Rússia “não quer dizer que exista qualquer investigação em andamento”. Mas a pressão bipartidária para que Sessions renuncie ou se afaste de tais investigações está crescendo, à medida que os principais democratas no Capitólio, Nancy Pelosi na Câmara e Chuck Schumer no Senado, pedem a sua renúncia.

Sessions mentiu sob juramento nas audiências do Senado, acusou Pelosi. Já o senador Schumer disse que o Departamento de Justiça deve nomear um procurador especial para investigar se a sabatina no Senado foi comprometida por Sessions.
De acordo com a imprensa, em setembro passado o então senador Jeff Sessions conversou ao telefone com o embaixador russo em Washington. Dois meses antes da conversa telefônica, Sessions também se reuniu com Kislayk e conversou com ele informalmente durante um evento realizado pela think tank (instituição que produz conhecimento sobre assuntos estratégicos) Heritage Foundation, juntamente com 50 outros embaixadores.
“Foi uma conversa curta e informal”, disse a porta-voz do procurador, acrescentando que, como membro sênior do Comitê de Serviços Armados do Senado na época, Sessions reunia-se regularmente com embaixadores estrangeiros. “Eu nunca me encontrei com nenhum funcionário russo para discutir questões da campanha”, declarou ele.
Funcionários do Departamento de Justiça disseram que o procurador não considerou suas conversas com Kislyak relevantes para as perguntas dos senadores e não se lembra da discussão em detalhes.
Sessions foi apoiador de Trump e um de seus principais conselheiros durante a campanha eleitoral.

O conselheiro de Segurança Nacional de Trump, Michael Flynn, renunciou no mês passado depois de ter informado que discutiu as sanções dos Estados Unidos com o embaixador Kislyak em dezembro e que mentiu para o vice-presidente Mike Pence sobre os detalhes.
Fonte: Último Segundo/Mundo/Com informações da Agência Brasil.


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