Ministro do STF autoriza investigação contra Eliseu Padilha por crime ambiental

Ministro do STF autoriza investigação contra Eliseu Padilha por crime ambiental

Ministro do STF autoriza investigação contra Eliseu Padilha por crime ambiental

Ricardo Lewandowski determinou abertura de inquérito a pedido da PGR; Padilha é sócio de empresa acusada de intervir em área de preservação


O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski determinou a abertura de um inquérito para apurar suposto crime ambiental cometido pelo ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha .
A decisão publicada nesta quarta-feira (15) atende a pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot. A petição teve origem em inquérito policial instaurado pela Polícia Federal do Rio Grande do Sul, que apurava a construção de um canal de drenagem em uma área de preservação permanente  no Balneário Dunas Altas, em Palmares do Sul (RS). Os investigadores descobriram que Eliseu Padilha é um dos sócios da empresa responsável pela obra, a Girassol Reflorestamento e Imobiliária Ltda.
Segundo as investigações, existia nas proximidades da intervenção irregular uma placa com os
dizeres “Fazenda Giriva – Posse de Eliseu Padilha”.

O caso estava sob os cuidados do juízo da 7ª Vara Federal de Porto alegre, mas chegou ao STF devido à nomeação de Padilha para o posto de chefe de Estado, o que o dá a prerrogativa de foro privilegiado.
De acordo com parecer técnico do Ministério Público gaúcho, a abertura do canal na área de preservação resultou “na alteração dos ambientes naturais existentes no local em uma faixa de cerca de 7 metros de largura e uma extensão de 4.450 metros”. “Foram atingidos ambientes de campos de dunas móveis, dunas vegetadas, campos arenosos, áreas úmidas e banhados.”

Maré negativa
Além da abertura do inquérito por crime ambiental, o chefe da Casa Civil do governo Temer ainda pode se tornar alvo de outra investigação no Supremo Tribunal Federal.
Padilha consta na lista entregue pelo procurador-geral da República ao STF  nesta terça-feira (14). A relação com 83 pedidos de abertura de inquéritos é baseada em depoimentos prestados por ex-executivos da Odebrecht em acordos de delação premiada com a força-tarefa da Operação Lava Jato.
Eliseu Padilha foi citado pelos delatores Cláudio Melo Filho e José de Carvalho . Os dois relataram que o peemedebista teria intermediado o repasse de doações de caixa dois da empreiteira para campanhas do PMDB. Em um desses episódios, em 2014, Padilha teria pedido ao ex-assessor e amigo pessoal de Temer José Yunes para receber um “pacote” em seu escritório em São Paulo. O pacote, segundo o próprio Yunes, foi posteriormente retirado do local pelo lobista Lúcio Funaro. O ministro se negou a comentar as acusações, afirmando que não iria “falar sobre o que não existe”.
Fonte: Último Segundo: Política/Ig. São Paulo


Tags: , , ,

Não encontrou o que queria? Pesquise abaixo no Google.


Para votar clique em quantas estrelas deseja para o artigo

RuimRegularBomMuito BomExcelente (Seja o primeiro a votar)
Loading...



Enviar postagem por email Enviar postagem por email