Reforma trabalhista deverá ser votada no final de abril, segundo relator

Reforma trabalhista deverá ser votada no final de abril, segundo relator

Reforma trabalhista deverá ser votada no final de abril, segundo relator

Relator da reforma trabalhista, Rogério Marinho espera que sejam apresentadas 500 emendas ao seu texto até o final de abril, início de maio


O relator da reforma trabalhista, deputado Rogério Marinho (PSDB-RN), afirmou nesta quinta-feira (16) que seu relatório deverá ser apresentado em meados de abril e deverá ser votado até o princípio de maio. Marinho ressaltou ainda que, “certamente” após a votação, o projeto deverá ser levado para a apreciação do plenário da Câmara dos Deputados.
“Eu acredito que antes da Semana Santa, até o dia 12 ou 13 de abril a gente terá condição de apresentar o relatório completo da reforma trabalhista . Feito isso, tem aí pedidos de vistas, um novo prazo de emendamento, e devemos votar até o final do mês de abril, ou princípio de maio na comissão” explicou ele.
Positivo, o deputado acredita que não haverá muita dificuldade para que o projeto tramite na Câmara pelo seu tamanho e dimensão. “Há um pedido [para a que o plenário aprecie] mas, certamente logo após a votação, haverá um número suficiente de assinaturas para solicitar que seja apreciado pelo plenário da Câmara também”, disse antes de participar de um encontro com empresários em São Paulo.
O relator espera que sejam apresentadas até 500 emendas ao projeto na próxima semana, quando se encerra o prazo para aditivos ao texto. Até o momento, foram protocoladas mais de 220 emendas.
Marinho voltou a defender a reforma, afirmando que, se aprovada, a legislação estará “no espírito do nosso tempo”, conforme classificou.  O relator também disse que a nova lei será saudável para o ambiente de negócios do país. Para ele, a reforma é saudável para, em momentos de dificuldades, preservar empregos e, “no momento de bonança, permitir que haja a possibilidade que empresas possam bonificar, melhorar o ganho de produtividade dos seus funcionários”.

Manifestações são bem-vindas
Apesar de não se opor às manifestações feitas contra as reformas do governo, como as ocorridas na última quarta-feira, Marinho classifica as pessoas que criticam o projeto como “mal-informadas” ou “contra por serem contra”.
“O que eu tenho visto, ouvido, lido, daqueles que fazem crítica ao projeto eu dividiria em duas categorias: aqueles que são mal-informados, que não leram, ou que foram informados de maneira equivocada por outros, e aqueles que são contra por serem contra, ai não há o que fazer, não é racional a discussão”.
Lista de Janot
Para o deputado, os pedidos de investigação enviados pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot , ao Supremo Tribunal Federal (STF), relativos a delações de ex-diretores da empreiteira Odebrecht, não têm influenciado a tramitação da reforma.
Fonte: Último segundo/Política/Ig. São paulo


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