Justiça concede prisão domiciliar à mulher de Cabral para cuidar dos filhos

Justiça concede prisão domiciliar à mulher de Cabral para cuidar dos filhos

Justiça concede prisão domiciliar à mulher de Cabral para cuidar dos filhos

Adriana Ancelmo foi presa no dia 6 de dezembro do ano passado, acusada de fazer parte do esquema de corrupção envolvendo o ex-governador do Rio


O juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal, determinou que Adriana Ancelmo, esposa do ex-governador do Rio de Janeiro Sergio Cabral, deixe o Complexo Prisional de Bangu e vá para prisão domiciliar. A decisão foi tomada nesta sexta-feira (17) pelo magistrado, que levou em consideração o fato de que tanto ela quanto o marido estão presos, o que estaria dificultando a criação dos dois filhos menores, de 11 e 14 anos.
Adriana foi presa no dia 6 de dezembro do ano passado, acusada de fazer parte do esquema de corrupção envolvendo Sérgio  Cabral , que havia sido preso em 17 de novembro – e já coleciona seis denúncias feitas pelo Ministério Público Federal (MPF). Os dois foram encaminhados para Bangu.
Advogada, ela é suspeita de ter recebido dinheiro desviado de empresas de construção em seu escritório de advocacia. Ambos foram presos na Operação Calicute, desmembramento da Lava Jato, que investigou o desvio de recursos públicos federais em obras feitas pelo governo do estado do Rio de Janeiro.
Segundo as investigações, o ex-governador chefiava um esquema de corrupção que cobrou propina de construtoras, lavou dinheiro e fraudou licitações em grandes obras no estado realizadas com recursos federais.

Indiciamento
No último dia 2 de dezembro, o ex-governador do Rio de Janeiro, sua mulher e outras 15 pessoas foram indiciadas pela Polícia Federal por crimes de corrupção ativa e passiva, participação de organização criminosa e lavagem de dinheiro.
Conforme as investigações, o ex-governador do Rio teria chefiado um esquema responsável por desvios de R$ 224 milhões dos cofres do Estado em contratos de grandes obras, entre elas a modernização do Estádio do Maracanã. As fraudes teriam ocorrido entre 2007 e 2014, nos dois mandados do peemedebista.
Leia também: PGR pede arquivamento de investigação contra Pezão na Operação Lava Jato
No último dia 28 de novembro, o juiz Marcelo da Costa Bretas já havia bloqueado os bens de Adriana Ancelmo. O pedido foi apresentado pelo MPF com base nos indícios de que a advogada participou de ações criminosas.
Fonte: ùltimo Segundo/Política/ Com informações da Agência Brasil


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