Autópsias confirmam uso de armas químicas em ataque na Síria, diz ministro turco

Autópsias confirmam uso de armas químicas em ataque na Síria, diz ministro turco

Autópsias confirmam uso de armas químicas em ataque na Síria, diz ministro turco

Número de mortos em massacre já chega a 86; autoridade da Turquia, país que recebeu várias vítimas, diz que órgãos da ONU acompanharam exames


O ministro da Justiça da Turquia, Bekir Bozdag, garantiu nesta quinta-feira (6) que exames de autópsia realizados no país confirmaram que o massacre ocorrido no noroeste da Síria nesta semana  trata-se de um ataque químico. As explosões registradas na terça-feira (4) na província de Idlib já deixaram ao menos 86 mortos, sendo 30 crianças, de acordo com a ONG Observatório Sírio para os Direitos Humanos.
Muitas das vítimas foram socorridas a hospitais da Turquia, uma vez que o palco do massacre, a cidade  síria de Khan Shaykun, está localizada próximo à fronteira com o país.
O ministro da Justiça turco informou que os exames de autópsia realizados por especialistas forenses do país foram acompanhados por autoridades da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ), ambos órgãos da ONU.
Foram examinadas três vítimas: Asma Al Hasan (35 anos de idade), Said Huseyin (26), e Muhammad Awad (25).  Segundo relatos de médicos e de ativistas do Observatório Sírio para os Direitos Humanos, as vítimas do ataque em Khan Shaykun sentiram-se sufocadas e apresentaram sintomas como secreção nasal, encolhimento da íris, dor e espasmos em geral.
As autoridades não informaram até o momento qual substância química foi utilizada no ataque. Até aqui, acredita-se que o massacre foi ministrado com o gás de cloro, substância tóxica proibida em tratados internacionais.
Turcos acusam Assad
Em breve declaração à imprensa, o ministro turco Bekir Bozdag responsabilizou o ditador sírio Bashar al-Assad pelo ataque. “Os exames científicos atestaram que Assad usou armas químicas”, disse o ministro. A informação é da agência estatal turca Anadolu .
Apesar da acusação de autoridades da Turquia contra o regime de Assad, a autoria do ataque até o momento não foi confirmada.
No ano passado, investigação promovida pela ONU confirmou que houve uso de armas químicas durante os embates entre forças do governo e rebeldes sírios  entre os anos de 2014 e 2015.
O episódio mais trágico e notável envolvendo substâncias proibidas, no entanto, data de 2013. Na ocasião, o governo da Síria utilizou gás sarin para bombardear opositores e deixou ao menos 1.400 mortos em Ghouta, nas proximidades de Damasco. Após o episódio, a Síria sinalizou interesse em aderir à Convenção internacional de Armas Químicas.
O conflito armado na Síria foi iniciado em 2011 e, desde então, mais de 470 mil pessoas morreram, de acordo com estimativas do Centro Sírio para Pesquisas Políticas. Segundo a ONU, a guerra também levou cerca de 10 milhões de sírios a cruzarem a fronteira do país em busca de paz.
Nesta quarta-feira (5), uma reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas fracassou em achar uma resposta conjunta contrária ao massacre ocorrido nesta semana. Isso porque, o governo russo, que é aliado do presidente Bashar al-Assad, atribui o ataque aos rebeldes sírios enquanto os governos ocidentais apontam a culpa para mandatário sírio.
Fonte: Último Segundo/Mundo/ A informação é da agência Ansa .


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