“Jamais colocaria minha biografia em risco”, diz Temer após acusação de delator

"Jamais colocaria minha biografia em risco", diz Temer após acusação de delator

“Jamais colocaria minha biografia em risco”, diz Temer após acusação de delator

Acusado de participar de reunião em que foi acertada propina de US$ 40 mi, presidente gravou vídeo alegando que “nunca tratou de negócios escusos”

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O presidente Michel Temer gravou vídeo na tarde desta quinta-feira (13) para se defender de acusações feitas por um dos ex-executivos da Odebrecht  em seu acordo de delação premiada no âmbito da Operação Lava Jato. Os depoimentos dos delatores da maior empreiteira do País tiveram o sigilo derrubado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin.
Acusado de ter participado de uma reunião com dirigentes da Odebrecht na qual foi acertado o pagamento de US$ 40 milhões em propinas para o PMDB, Temer afirmou em sua defesa que nunca “tratou de negócios escusos” com a empresa e que “jamais colocaria sua biografia em risco”.
Não tenho medo dos fatos. Nunca tive. O que me causa repulsa é a mentira”, diz o presidente. “É fato que participei de uma reunião em 2010 com representantes de uma das maiores empresas do País. A mentira é que nessa reunião eu tenha ouvido referência a valores financeiros ou a negócios escusos da empresa com políticos. Isso jamais aconteceu, nem nessa reunião nem em qualquer outra. Jamais colocaria a minha biografia em risco.”
Delação
Em depoimento à Procuradoria-Geral da República, o ex-presidente da área Industrial da Odebrecht Márcio Faria relatou encontro no próprio escritório de Michel Temer em São Paulo, em 2010.
Na reunião, que contou com a presença do ex-deputado Eduardo Cunha, teria sido definido o pagamento de US$ 40 milhões em propina ao PMDB. O montante se referia a 5% do valor de um contrato da Odebrecht com a Petrobras.
Faria, que era responsável por obras industriais nacionais e internacionais ainda revela que ficou impressionado com a maneira natural com que a propina foi cobrada.
Além de Temer e Cunha , Rogério Araújo, outro executivo da Odebrecht, Henrique Eduardo Alves, deputado federal, e o lobista João Augusto Henriques também estavam no momento das negociações.
Márcio ainda falou que na reunião os valores não haviam sido decididos, “mas ficou claro que se tratava de propina com relação à conquista do contrato e não uma ‘contribuição de campanha’”.
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Fonte: Último Segundo/Política/Ig. São paulo


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