Médica é baleada por ordem para atirar em carros com vidros levantados

Médica é baleada por ordem para atirar em carros com vidros levantados

Médica é baleada por ordem para atirar em carros com vidros levantados

Chefes do tráfico ordenam que carros que não baixem os vidros ao entrar nas favelas da Nova Holanda e do Parque União sejam recebidos com tiros


A médica Klayne de Souza, baleada no ombro na última quarta-feira (26), pode ter sido vítima de uma ordem formal dos chefes do tráfico da comunidade da Nova Holanda e do Parque União. De acordo com um informante, que prestou depoimento na 21ª DP (Bonsucesso), o mandado é para que os integrantes da rede de tráfico atirem em carros que passem com os vidros levantados.]”É ordem do chefe do tráfico da Nova Holanda, de nome Motoboy, que qualquer carro não identificado, de vidro fechado, ou que não obedeça ordem de parada, os traficantes têm ordem para atirar”, diz o depoimento usado na investigação do caso da médica , ao qual o jornal “O Dia” teve acesso.
No dia em que foi baleada, Klayne havia entrado por engano na Nova Holanda, guiada por um aplicativo de GPS. O veículo, que está estacionado na Zona Sul, tem cinco marcas de tiro, sendo três no para-brisa, uma próximo à porta do carona e uma no vidro – este, provavelmente, o que a atingiu.
Rodrigo da Silva Caetano, o Motoboy, está sendo procurado pela polícia. O delegado Wellington Oliveira, titular da 21ª DP, indiciou o traficante por tentativa de homicídio contra a médica após o depoimento. A recompensa por informações que levem traficante, oferecida pelo Disque-Denúncia, subiu de R$ 1 mil para R$ 5 mil devido ao crime.
Na última quinta-feira (27), o delegado ainda enviou um ofício à Prefeitura do Rio, solicitando a instalação de placas nas entradas das favelas Parque União e Nova Holanda para informar que os locais são áreas de risco.
“Não basta colocar uma placa informando ‘Nova Holanda’. O turista pode achar que lá é um lugar com flores, com tulipas, como se fosse uma referência ao país europeu. Vai entrar e levar tiro. Faço esse pedido ao prefeito para salvar vidas”, explicou Oliveira.
A médica era esperada na 21ª DP para prestar depoimento na manhã da última sexta-feira (28), mas não compareceu à delegacia. Um amigo de Klayne, que ajudou a socorrê-la no dia do crime, foi intimado a prestar esclarecimentos na próxima semana. Para a médica, ainda não foi marcada uma nova data.
Fonte: Último Segundo//Brasil/Ig. São Paulo


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