2º Batalhão de Choque dá mais um duro golpe no tráfico de São Paulo

2º Batalhão de Choque dá mais um duro golpe no tráfico de São Paulo

2º Batalhão de Choque dá mais um duro golpe no tráfico de São Paulo

Após denúncia anônima, os policiais da Primeira Companhia de Policiamento de Choque conseguiram acabar com “vendinha do crime” na zona oeste


Uma rua como qualquer outra, um comércio como qualquer outro e um dia comum como todos os outros. Mas nada pode passar sem ser averiguado e investigado pelos Policiais do 2º Batalhão de Choque. Foi assim que descobriram a rua do crime, a “vendinha do tráfico” e o dia acabou mal para o comércio de drogas.
A equipe do Tenente Ailton, 2º Batalhão de Choque , fazia um patrulhamento de rotina quando recebeu um chamado no rádio para checar a existência de tráfico de drogas na rua Joaquim Guimarães, na zona oeste da capital paulista.
“Quando chegamos no local, entramos em um apartamento que era onde tinha a denúncia de crime. Lá encontramos um suspeito e também R$ 9.282. Então descemos para o comércio que o cidadão tinha e lá encontramos um tablet de maconha. O bar era o ponto de venda que ele tinha para movimentar a droga.”, afirmou o Tenente Ailton.
O suspeito foi encaminhado para o 75º Distrito Policial e vai responder por tráfico de droga. Ponto para a população que fica livre de mais um criminoso e também para os PMs do 2º Batalhão de Choque.
Conheça o homem forte do Batalhão de Choque e da PM:
No final de 2016, o iG teve oportunidade de conhecer e entrevistar o Coronel Restivo, quando ele enviou seus Policiais do Choque para proteger a integridade patrimonial e física dos funcionários do jornal Folha de São Paulo, ameaçados por manifestantes pró-Dilma.
Na conversa, você terá a oportunidade de saber quem é e o que pensa o novo homem forte da PM paulista sobre temas como: imprensa, democrácia, a relação da polícia com a sociedade, o papel da mulher na polícia, a distinção entre traficantes e usuários de drogas, prisão perpétua, salários da polícia e muito mais.
Coronel, te chamo de você ou de senhor?
Você.
Você já foi assaltado?
Não.
Se fosse, reagiria?
Como qualquer Policial Militar, sou treinado para avaliar e lidar com esse tipo de situação. Se for surpreendido por um bandido, e julgar que possuo condições de neutralizar esta ameaça, não hesitarei. Escolhi essa profissão por amor, e a sociedade me paga para desempenhá-la de forma correta e legalista. É isso que eu e meus comandados sabemos fazer. E fazemos muito bem feito.
Sob seu comando direto estão várias unidades de elite como a ROTA, o COE e o GATE. Me parece o trabalho fácil e tranquilo, com muitas horas de sono, pouca responsabilidade, horário fixo e muita rotina.
(gargalhada) Você acertou em um item: o trabalho é fácil em função da qualidade, capacitação e dedicação dos meus comandados, eles facilitam muito minha vida.
No mundo todo, imprensa e polícia não possuem uma relação exatamente amorosa, e no Brasil isso não é exceção. Como foi receber o pedido de socorro do jornal “Folha de São Paulo”, que estava prestes a ser invadido no final de agosto?
Nosso setor de inteligência fez um alerta que manifestantes iriam invadir a sede da “Folha”. Coloquei imediatamente nosso trabalho preventivo em ação, e ordenei que um contingente do Choque se posicionasse na entrada do jornal, para impedir a ocorrência de danos ao patrimônio da empresa e possíveis ofensas à integridade física dos seus funcionários. A PM paulista fez isso baseada na técnica do seu treinamento e dentro dos estritos limites da lei.
Coronel, fala a verdade, deve ter dado um gostinho especial ver a foto da sua Tropa de Choque defendendo um dos pilares da democracia: a liberdade de imprensa.
Sim, a fotografia do Choque protegendo a imprensa é emblemática sob vários aspectos, mas destaco um. Muitas vezes a PM é retratada pela mídia como uma instituição totalitária, violenta, mal treinada e mal equipada, mas na hora do aperto, foi essa mesma PM que foi chamada para impedir a ação de manifestantes, que estavam prestes a quebrar a ordem pública para exprimir suas opiniões. Ressalto que eles possuem todo direito de considerar a “Folha” um jornal golpista, anti-democrático e a serviço das elites conservadoras, e que tanto a imprensa como os manifestantes, sempre vão contar com o apoio e proteção da Polícia Militar do Estado de São Paulo, desde que estejam dentro da legalidade. Caso contrário, somos obrigados e iremos aplicar a lei vigente.
O que motivou a violência destes manifestantes contra a “Folha de São Paulo”?
Não é atribuição da PM saber a motivação de potenciais infratores, mas após os fatos, soubemos informalmente que estes manifestantes pró-Dilma, estavam descontentes com o posicionamento do jornal sobre a cassação da ex-presidente.
Deixa eu entender bem. Para defender uma presidente eleita democraticamente, por dois mantados consecutivos, e que foi cassada seguindo-se todos ritos democráticos descritos na Constituição, os manifestantes decidiram atacar a democracia?
(longo silêncio) Minha opinião pessoal é que houve uma sobreposição de interesses pessoais contra o coletivo. Quem votou pela cassação da ex-presidente foi a maioria dos representantes legalmente eleitos pelo povo: Deputados Federais e Senadores. Quem supervisionou e conduziu este processo, foram as maiores autoridades judiciais deste pais: ministros do Superior Tribunal Federal, muitos dos quais indicados pelo partido da ex-presidente. Mesmo assim, parte da sociedade considerou ser esse processo um golpe ilegal, e transferiu uma fatia desta “culpa” para a imprensa. A mesma imprensa que nas últimas décadas reportou as conquistas e ascensão das forças políticas de esquerda, agora se transformou em alvo dessas mesmas forças, por se posicionar de forma diferente da que elas consideram correta. Os manifestantes em questão entenderam que a imprensa livre perdeu sua utilidade, se transformou num adversário e deveria ser atacada fisicamente, como o que quase aconteceu com a sede da “Folha de São Paulo”.
Fonte: Último Segundo/Brasil/Ig. São Paulo


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